Fruet faz nova dívida milionária com o IPMC

O prefeito Gustavo Fruet está encerrando seu mandato
deixando diversas dívidas para o município. A mais nova trata do aporte
financeiro que a gestão municipal tem que pagar à previdência dos servidores
municipais. Em reunião ocorrida ontem (7), sindicatos e técnicos do Instituto
de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC) discutiram as finanças da entidade.
Foi revelado que Fruet não paga há três meses as suas parcelas. O montante
ultrapassa os R$ 90 milhões, segundo os técnicos durante a reunião. Mais uma
vez, a presidente do IPMC, Meroujy Cavet, que acumula o cargo de secretária de
recursos humanos, não compareceu ao debate.

 

Os sindicatos veem com muita preocupação o novo acumulo de
dividas dessa gestão. O prefeito Gustavo Fruet, contra o interesse dos
trabalhadores, já havia aprovado uma lei em que parcelava dívidas de R$ 210
milhões em sessenta vezes. Os atrasos nas parcelas haviam começado em 2014.

Para o Sismuc, essa nova divida confirma a característica de
caloteira dessa gestão. Em mesa, os técnicos do IPMC não sabem como o valor
devido será quitado. Eles disseram que aguardam um parecer da secretaria de
finanças sobre a dívida. A secretaria é comandada por Eleonora Fruet, irmão do
prefeito.

Segundo Irene Rodrigues, coordenadora geral do Sismuc, os
sindicatos cobraram uma posição do conselho. Também solicitam que o prefeito
Gustavo Fruet se manifeste oficialmente sobre o assunto. “Na aprovação da lei
que parcelou a dívida, a gestão assumiu o compromisso de honrar com os
pagamentos. Mais uma vez, ela rompe com os acordos”, cobra Irene.

Calote recente vence dia 9

A Prefeitura de
Curitiba deixou de fazer o pagamento do Descanso Semanal Remunerado, horas
extras, férias e verbas transitórias de diversas categorias. O calote não foi
anunciado pelo prefeito Gustavo Fruet, que estava em viagem no México. Os
servidores só ficaram sabendo que não seriam pagos quando receberam o contra
cheque, que foi liberado no dia 28 de novembro, no fim da tarde.

A gestão admitiu o não pagamento desses rendimentos
variáveis referentes ao mês de outubro. “Tivemos dificuldades, mas vamos fazer
pagamento no dia 9 (dezembro) em folha suplementar, de horas extras e DSR”, garantiu
a secretária de recursos humanos Meroujy Cavet, em reunião no dia 29 de
novembro.

Dívida do IPMC foi aprovada na Câmara Municipal

Em agosto de 2016, os vereadores aprovaram a autorização para o Executivo quitar os débitos previdenciários em até 60 prestações (005.00069.2016). O fundo previdenciário deixou de receber R$ 212.063.449,34 – uma consequência de aportes estipulados pela lei municipal 12.821/2008, entre agosto de 2015 e abril deste ano, não terem ocorrido. A divida será corrigida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acrescida de 6% de juros ao ano (0,5% ao mês). O impacto financeiro do parcelamento, de acordo com a mensagem, será de R$ 27,3 milhões neste ano, de R$ 51,4 milhões em 2017 e de R$ 57,8 milhões em 2018. (José Lazaro Jr/CMC).

Na época, o Sismuc protestou contra o parcelamento. “A gente sabe que a previdência permite o parcelamento. No entanto, essa dívida não foi herdada por Fruet. Ela foi construída nesta gestão, mas deixa passivo para os dois próximos prefeitos”, disse Irene Rodrigues, coordenadora geral do sindicato.

Nota de pesar José Haroldo Ludewig

É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de José Haroldo Ludewig, servidor que dedicou parte significativa de sua vida ao serviço público. José iniciou sua jornada como Auxiliar de Serviços Escolares em 2012, na Escola CEI Lina

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