Indecisão é a marca de Fruet

A eleição de Gustavo Fruet em 2012 foi recebida com grande
expectativa pelos servidores municipais. Ela representava um rompimento dos
governos conservadores e liberais representados por Jaime Lerner. Na última
década, os servidores, nas gestões Taniguchi, Beto Richa e, por fim, Luciano
Ducci, tinham lutado muito para evitar terceirizações, sucateamento da máquina
pública e valorização profissional. As pautas relacionadas a concurso público,
fim das remunerações variáveis, assédio moral e meritocracia pareciam ter novos
horizontes. Novos planos de carreira e conquistas estavam presentes no discurso
do futuro prefeito. Não à toa, foram os servidores que em sucessivas greves na
educação, guarda municipal, fiscais, cirurgiões-dentistas e excluídos da saúde
minaram a imagem de Ducci como administrador e demonstraram a necessidade de
novo modelo de gestão.

De fato, as portas da Prefeitura de Curitiba foram abertas
no primeiro ano de mandato de Fruet. Os sinais mais evidentes disso eram a
conciliação de greves e paralisações ocorridas em outras gestões. Fruet e
Sismuc passavam a limpo os problemas e iniciavam uma nova era. Relacionamento
positivo que se solidificou com o fim do Programa de Produtividade e Qualidade
(PPQ) e a incorporação de R$ 100 ao vencimento básico de grande parte dos municipais,
além de vencimento mínimo de R$ 1,1 mil.

Contudo, a segunda parte da gestão de Gustavo Fruet começou
a repetir os erros e vícios de outros governos. Se o PPQ trouxe benefícios à
educação e administrativos, por exemplo, os servidores da saúde viram
frustradas as tentativas de incorporar o IDQ (Índice de Desenvolvimento e
Qualidade). Voltava à Prefeitura de Curitiba a seletividade das ações e a
escolha de que categoria seria valorizada. É o caso da Fundação de Ação Social,
que a duras penas avançou na questão da gratificação de 30% e ainda patina com
as sucessivas trocas de locais de trabalho.

Por outro lado, se observa o prefeito de Curitiba utilizar-se
dos prêmios da cidade e os novos planos de carreira da educação, magistério e
defesa social como resultado de sua gestão. Contudo, ele não admite que essas
conquistas sejam resultados de greves, paralisações e mobilizações das
categorias. Não reconhece que foi a união dos trabalhadores que o obrigou a
implementar essas mudanças. Tanto é que os servidores da lei 11000/2004 até
hoje esperam pelo novo plano. Enquanto que a conquista da educação se deu com a
punição de dias descontados da segunda greve. Aliás, Fruet, que prometeu na
campanha melhorar a saúde, contratar mais de mil enfermeiros e médicos, construir
equipamentos e diminuir filas no atendimento acaba a gestão marcado pelo calote
do Natal de 2015, quando não pagou horas extras, progressões e recuou em
acordos firmados.

Tudo isso mostra que na hora do aperto, Fruet vacilou contra
os municipais. Assim como é indeciso ao enfrentar os poderosos, não assumiu
para si a conciliação das greves, enrolou até o fim sobre a questão do IPMC e
tantas outras pautas que só teve coragem de responder por meio de ofício da
secretaria de recursos humanos. Já os servidores não devem vacilar nessa hora.
Vão lutar pela mudança na sua vida profissional.

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