Em ocupação de gabinete, Sismuc entrega carta de reivindicações ao prefeito Gustavo Fruet

Na tarde de hoje, na tentativa de exigir encaminhamentos sobre as demandas da categoria, o Sismuc ocupou o gabinete do prefeito Gustavo Fruet. A mobilização ocorreu com o objetivo de pressionar pelo cumprimento de uma extensa lista de pautas sem resposta, a maioria delas constantes em seu plano de governo e fruto de acordos firmados em mesas de negociação e que não foram cumpridos.

O Sindicato manteve-se irredutível em não deixar o gabinete enquanto os servidores não fossem atendidos pessoalmente por Fruet. No decorrer da ação, os manifestantes foram recebidos por dois vereadores, pela secretária do prefeito e pelo seu assessor pessoal, Marcos Cruz, todos afirmando que Fruet não estava presente em seu escritório. Cruz sugeriu, ainda, que o sindicato aceitasse conversar com a Secretária de Recursos Humanos, Meroujy Cavet, que declaradamente não tem poder de decisão sobre as pautas exigidas pela categoria.

Contrariando as afirmações, porém, Fruet estava em seu gabinete e recebeu o Sismuc pouco tempo após o início da ocupação. Nesse momento, a coordenadora do Sindicato, Irene Rodrigues, cumpriu a leitura da carta de reivindicações que cobra as demandas não cumpridas ao longo do mandato.

Reta final
Esta é a etapa final da gestão de Gustavo Fruet, que durante quatro anos só recebeu o Sismuc em quatro ocasiões – três delas em momentos de crise e à custa da resistência dos servidores. “Passamos de reunião em reunião, por diversos grupos de estudos e com a presença da categoria que, ao final, mostravam-se insuficientes”, denuncia a carta aberta assinada pela entidade.
A intenção do Sismuc é que o prefeito, como chefe do executivo municipal, encaminhe as situações para a resolução definitiva até o final do ano. No início da sua gestão, Fruet negociou todas as pendências de greves de gestões anteriores. Também abriu as portas da Prefeitura para os feridos do massacre do dia 29 de abril de 2015. O que se espera, agora, é o mesmo posicionamento diplomático e de solidariedade com os seus servidores.
“A grande vitória de hoje é Fruet ter recebido pessoalmente uma carta aberta, na qual nós o acusamos de não pagar horas extras, de apropriar-se do dinheiro do funcionalismo público – o que, no mínimo, é improbidade administrativa – e de não responder às nossas reivindicações”, esclarece Irene. “O Sindicato espera, agora, que ele tenha o bom senso de nos receber para uma conversa formal antes do 11 Congresso do Sismuc, que ocorre na próxima semana. Caso isso não aconteça, a categoria irá definir novas mobilizações durante o evento para que suas demandas sejam atendidas”, complementa.

Agora, o Sindicato avalia, como tarefa dos servidores municipais de Curitiba, dar continuidade a esse diálogo iniciado com Fruet na tarde de hoje, fortalecendo a cobrança por meio da mobilização coletiva.
Acesse aqui a carta aberta.