Mais de três mil pessoas participam da Dia Nacional de Lutas em Curitiba

A
manifestação foi pacífica e não houve qualquer registro de incidente.

Os
movimentos reforçaram, ao longo da trajetória do ato, as pautas da reforma
política via a convocatória de uma Constituinte, a defesa da Petrobrás, distante
de qualquer projeto de privatização; manifestaram-se pela democracia e contra
qualquer tentativa de golpe, e pela manutenção dos direitos trabalhistas, na forma da retirada das medidas provisórias 664 e 665 propostas pelo governo federal.

No caso da
Petrobrás, petroleiros e petroquímicos, iniciaram as atividades de hoje com
paralisação da Repar pela manhã. No ato da tarde, reforçaram a defesa da manutenção dos
investimentos dos recursos do pré-sal em Educação e contra a atual fase de
ataques contrários que geram um estado atual de paralisia da empresa.

“Muitas
obras pararam e por isso houve demissões. Famílias sofreram como nas obras da
Comperj e em Pernambuco. Achamos que deve haver investigação, mas não podemos
parar o país”, ressaltou à imprensa Gerson Castellano, diretor da Federação
Única dos Petroleiros (FUP) e trabalhador na unidade da Fafen – unidade de
fertilizantes – em Araucária (PR).

Ao final do
ato, foi estendida uma faixa de 30 metros do alto de um prédio, no centro de
Curitiba. A faixa trazia a demanda por uma Constituinte para mudança do sistema
político, hoje marcado pelo financiamento empresarial de candidaturas.