Servidores do Sismuc tiveram a
chance hoje (3) de debater um tema polêmico, que é a concentração da mídia no
Brasil. O encontro dos delegados sindicais aconteceu em dois períodos. Cerca de
30 servidores municipais participaram. As convidadas para o espaço foram Ana
Paula Salamon e Camilla Hoshino, que constroem o Fórum Nacional de
Democratização da Mídia (FNDC).
O espaço de formação partiu do
fato de que os veículos e emissoras de comunicação no Brasil são concessões
públicas, porém estão concentradas hoje nas mãos de dez grupos familiares e
empresariais. Como qualquer outro ramo da economia, devem passar por regulação.
Mas o atual marco regulatório das comunicações no Brasil possui mais de 50
anos.
“O que temos hoje na
Constituição não virou Lei. Não temos uma regulamentação efetiva, não temos uma
lei para nos defender”, afirma Ana Paula Salamon, que indicou a assinatura do
Projeto de Lei de Mídia Democrática (PLIP). O projeto combate, por exemplo, a
propriedade cruzada, quando o mesmo grupo possui diferentes veículos de
comunicação, como rádios, TVs e editoras.
O enfoque da classe trabalhadora
Servidores debateram também a
maneira como os editoriais dos veículos abordam as greves e outras lutas dos
trabalhadores.“A sensação é de que vamos saber das coisas só anos depois”, exclama
a servidora Cléa, delegada sindical do Sismuc.
No momento de pensar quais são
os veículos de mídia da classe trabalhadora e dos servidores, foi reforçado o
papel que os servidores podem desempenhar na comunicação do Sismuc:
apresentando denúncias do local de trabalho, produzindo artigos e enviando
textos de opinião, e ainda enviando materiais para a seção chamada “repórteres
da base”, o que complementa a comunicação do sindicato. O desafio da
comunicação hoje é não se limitar apenas a questões corporativas, mas falar dos
problemas dos trabalhadores como um todo, reflete Camilla Hoshino.
Campanha contra o assédio moral
Na mesma reunião, também foi debatida a campanha do Sismuc contra a prática de assédio moral. A campanha envolve a produção de materiais para ser debatidos em local de trabalho e também uma cartilha explicando como o servidor pode reagir contra essa situação.







