Educadores da Prefeitura de Curitiba promoveram mais um ato hoje (14) pela manhã, no centro de Curitiba. Eles expuseram sua insatisfação com a atual gestão municipal e distribuíram o Jornal Curitiba de Verdade à população. Dentre os principais problemas apontados estão a falta de pessoal nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei`s), falta de condições de trabalho, baixa qualidade na merenda e adoecimento de trabalhadores.
“Sem a permanência, as pessoas estão estressadas. É desumano o pré ter um professora e uma educadora”, aponta Izailde Alves da Silva. Ela conta que no local onde trabalha duas educadoras foram afastadas por crise nervosa neste ano, mas não houve substituição. Segundo ela, 13 educadores tomam remédios para tratamento psiquiátrico devido ao estresse. “Eles estão acabando com a saúde das pessoas”, finaliza.
Outra educadora, Débora de Lima, conta que não consegue fazer a permanência, assim como os demais colegas, devido à falta de pessoal. “Fica falho o atendimento das crianças. Tem bebê que assa, acaba ficando com fome por mais tempo, porque não dá pra dar comida pra todos ao mesmo tempo. Isso não pode acontecer”, diz.
Carregando faixas e banners, os manifestantes saíram da praça Santos Andrade e seguiram pela avenida Marechal Deodoro até a Boca Maldita. No trajeto, foram distribuídos jornais e músicas de protesto foram cantadas. Este é o terceiro ato público do segmento em menos de três meses.
A mobilização também contou com apoio de pais. Uma delas é Leila Brandalize, que ajudou a distribuir o Curitiba de Verdade. “Hoje nós estamos enfrentando uma situação muito difícil no Brasil todo. Eu gostaria que os governantes parassem e olhassem para a educação”, diz.
O Sismuc pretende negociar com a Prefeitura o avanço dos principais itens da pauta de reivindicações. Entre elas a convocação imediata de educadores aprovados em concurso e a abertura de novas vagas em caráter de urgência. Outra medida defendida é a garantia de equipes de profissionais para substituição dos casos de licença.
Confira a entrevista com Soraya Zgoda, coordenadora do Sismuc.







