Sindicatos reivindicam mais recursos da Prefeitura para o ICS

 O ICS é patrimônio dos servidores públicos e deve ser recuperado. Essa é a constatação do Sismuc e Sismmac, da presidente do Instituto Ana Luiza Schneider e da secretaria de recursos humanos Maria do Carmo. Para que isso ocorra, os sindicatos cobram que a Prefeitura justifique esse compromisso com mais recursos financeiros e com a efetiva melhora do atendimento prestado aos servidores. A mensagem foi dada nesta terça, em reunião, que discutiu alternativas para minimizar a evasão de colaboradores com o fim do desconto compulsório de 3,14% a partir de 14 de agosto. As principais queixas apresentadas foram a falta de médicos, falta de ampliação do prédio, dificuldade para marcar consultas e política de convênios. O Sismuc defende que o Instituto seja transformado em autarquia, com mais financiamento e gestão co-participativa.

Atualmente, a manutenção do ICS ocorre com 55% de recursos da Prefeitura e 45% dos servidores públicos. O desconto compulsório no vencimento dos servidores é de 3,14%. No entanto, o ICS não é administrado de forma co-participativa. O Conselho diretor possui cinco indicações ligadas à Ducci e apenas uma ligada aos sindicatos. Isso provoca desequilíbrio na política de investimentos do ICS, segundo Alessandra Oliveira, diretora de comunicação do Sismuc: “A verdade é que muitas pautas dos sindicatos sequer são votadas pelo conselho geral. São barradas. Não é a primeira vez que eu escuto que a gente só faz criticas. Não é verdade. Houve momento que apresentamos um projeto de lei para melhorar o ICS e foi barrado. Portanto, a gente quer fazer uma construção coletiva do ICS”, reforça Alessandra.


Para os sindicatos, o investimento de mais 2% nos recursos municipais no ICS é o mínimo para ajudar a sanar alguns problemas como a falta de médicos devido ao baixo valor pago pelas consultas. "Nós chegamos a contratar 12 médicos e já perdemos 4 para o mercado porque paga mais e eles vão embora", declarou a presidente do ICS Ana Luiza. Ela defendeu a gestão alegando que "o ICS tem avançado com expansão de serviços, com uma rede com laboratórios, clinicas, convênios". No entanto, sem recursos, as melhorias podem não avançar, segundo Marcos Armando Alves Pereira, representante no conselho do ICS. “Nós propomos que o prefeito Luciano Ducci garanta o investimento no ICS, porque os custos, com a possibilidade de saída, só vai aumentar pra quem utiliza o serviço”, preocupa-se.


Ele cita o fim do pagamento compulsório a partir de 14 de agosto. A presidência do ICS reconheceu que o risco de perder contribuintes é grande. "No pior dos cenários, a evasão pode chegar a 20%, que é o público que contribui, mas não usa constantemente ou raramente os serviços prestados”, calcula Ana Luiza. Esses seriam principalmente os comissionados e os professores com padrão duplo. Por isso os sindicatos defendem mais recursos financeiros para o ICS, pois assim ele continuará sendo atrativo para os servidores.


Por fim, oss sindicatos solicitaram uma reunião com o prefeito até a metade de junho, quando ele poderá dizer se vai investir na saúde do servidor e, consequentemente, nos serviços prestados à população, além de requererem a apresentação do plano de investimentos do ICS tanto ao conselho, como aos sindicatos e aos seus associados.


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