Jornalista se preocupa com terceirizações no Paraná

 Pelo menos 300 pessoas lotaram o Sismuc com mobilização feita pelas redes sociais.

O jornalista Amaury Ribeiro Jr lançou ontem, no Paraná, o livro A Privataria Tucana. O evento ocorreu na sede do Sismuc, com organização do ParanáBlogs, Geração Editorial, Sindicato dos Bancários, SENGE-PR, SindiSaúde, CUT-PR e TIE-Brasil. Na ocasião, Amaury disse que tem observado a boa aceitação ao livro e que tem recebido muitas queixas sobre o processo de terceirização em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.


O lançamento teve entrevista coletiva com a mídia paranaense e sindical, debate com o autor e noite de autógrafos. Pelo menos 120 livros foram vendidos. “Em São Paulo foram 200, mas no final. Curitiba é bem menor e está dando show, já de saída”, afirmou William Novais, da editora Geração.


As perguntas mais recorrentes da plateia era em relação ao processo de desvio de verbas do Banestado, banco paranaense privatizado, e com relação à possibilidade dos denunciados no livro (Serra e a cúpula do PSDB) serem presos. Amaury disse que a CPI da Privataria pode levar os acusados para cadeia. “Com a CPI tudo é mais rápido. Quebra de sigilo, apuração etc. E o delegado Protógenes (deputado federal, PC do B-SP, e responsável pela operação Satiagraha em 2008) é experiente no assunto”, disse o autor. Quanto ao Banestado, Amaury disse que poderá aprofundar mais as denúncias em um próximo, inclusive relatando nomes de autoridades paranaenses. "Eu não posso dizer agora e aqui sem antes estar muito bem embasado", se preveniu o jornalista.


Terceirizações na saúde
Em conversa exclusiva com o Sismuc (aguarde Jornal do Sismuc), Amaury Ribeiro diz que está surpreso com a onda de terceirizações e concessões na área da saúde. “Quando eles privatizaram quase tudo a justificativa era para ter recursos para a saúde. E cadê esse dinheiro, já que estão terceirizando novamente?”. Para o jornalista investigativo, a saúde é uma mina de ouro para os políticos que querem meter a mão no bolso do contribuinte. “As denúncias estão vindo de São Paulo, do RIO e agora do Paraná. Eu vou investigar isso aí (terceirizações)”, se comprometeu Amaury.


Mobilização social
O lançamento de A privataria tucana teve mobilização exclusiva pelas redes sociais.  O evento também foi retransmitido pela twitcan com a pergunta mais provocadora da noite. “O que mais lhe chocou enquanto escrevia o livro”, perguntou um internauta de Houston, nos EUA. “O fogo amigo”, respondeu Amaury, se referindo ao jogo feito por Rui Falcão, vice-presidente do PT, para assumir a comunicação na campanha de Dilma Rousseff.
Amaury também destacou que foi a mobilização social e dos sindicatos que impediu a venda da Copel e da Cemig na era das privatizações. “Eles (os tucanos) queriam privatizar também, mas a mobilização, nesses casos, impediu mais um roubo aos cofres públicos”.
 
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