Em reunião servidores cobram tratamento igual para todos

Em reunião realizada agora a pouco, entre servidores e os secretários Maria do Carmo de Oliveira, de recursos humanos, e Luiz Fernando Jamur, de governo, nenhum avanço foi registrado. Os trabalhadores defendem o aumento salarial por meio da incorporação das remunerações variáveis. Uma das questões mais apontadas foi o fato de que a maior parte dos servidores não foi incluída no “pacotinho” de Luciano Ducci. O encontro foi resultado da paralisação iniciada hoje (20), pela manhã.

“Nós não queremos que apenas os médicos e procuradores ganhem bem. Mas queremos que todos sejam tratados da mesma forma, tenham os mesmos avanços”, destacou a secretária de assuntos jurídicos do Sismuc Irene Rodrigues. O sindicato defende que os projetos encaminhados à câmara sejam melhorados. Dentre as medidas possíveis está a incorporação gradual destas remunerações.

Segundo a secretária Maria do Carmo a prefeitura está dando o que é possível neste momento. As diferenças estariam sendo mantidas seguindo as diferenças impostas pelo mercado de trabalho. Questionado sobre a possibilidade de melhorias nos projetos enviados à câmara, Jamur decretou: “Os projetos serão mantidos como estão”.


“É muito injusto esse tratamento, porque a remuneração variável fica sujeita à vontade da chefia. Isso reforça o sistema de ‘castas’ da prefeitura, porque se beneficia apenas quem agrada ao chefe”, argumentou o assessor jurídico do Sismuc Ludimar Rafanhim.


Punição no dia parado


A respeito do desconto do dia parado, os secretários não aceitaram negociar a questão. O sindicato solicitou que os participantes não fossem punidos seja com o corte no salário ou com reflexos sobre crescimentos nas carreiras, gratificações e remunerações variáveis. O assunto será retomado em outras reuniões, mas o sindicato já adianta que uma ação jurídica será movida em defesa do direito de participar de atividade sindical.


“Se na iniciativa privada existe a possibilidade de se negociar o dia parado e se na legislação não existe a regulamentação, é possível que isto seja resolvido em uma mesa de negociação”, sustentou Irene. 


“Não é uma ausência injustificada. Os servidores estão exercendo um direito. Se a greve não foi julgada ilegal, não tem porque fazer o desconto”, disse Rafanhim. Ele também lembrou a vitória na justiça que obriga a prefeitura a ressarcir os servidores prejudicados por participar na paralisação e na greve de 2009.


A auxiliar de enfermagem Célia Maria Gomes questionou a posição dos gestores durante a reunião: “Eu trabalho na prefeitura desde 1983 e participei de várias mobilizações e greves. Todas as outras gestões sempre negociaram o dia parado, mas essa administração é mais difícil de se negociar isto. Eu nunca vi algo assim. É lamentável”.

Texto: Guilherme Gonçalves


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