Matéria publicada ontem (17) no jornal Gazeta do Povo deixou os servidores da prefeitura de Curitiba preocupados. Segundo a notícia, a administração municipal teria divulgado um balanço financeiro do Instituto de Previdência do Município de Curitiba (IPMC), no qual haveria um rombo de R$ 115 milhões. Os cálculos estariam em um estudo atuarial encomendado pela própria prefeitura e enviado à Câmara Municipal na última sexta-feira, junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a situação seria resolvida por meio de repasses financeiros que estão sendo feitos pelo município ao Instituto. E o aumento da alíquota paga pelos servidores, hoje em 11%, não seria cogitada.
No entanto, a diretoria do Sismuc está em estado de alerta. A secretária de assuntos jurídicos do sindicato Irene Rodrigues aponta um sério problema de gestão no IPMC. A falta de paridade nos conselhos e na gestão estão entre os principais problemas.
“Os servidores, que são os mais interessados, são minoria nos conselhos e a diretoria executiva é toda indicada pelo prefeito. A situação delicada do IPMC, portanto, é responsabilidade das gestões que estiveram à frente da prefeitura”, aponta ela.
Outro problema é a falta de transparência na contas do IPMC. Mesmo sendo membro do conselho de administração do instituto ela diz jamais ter sido informada sobre o rombo financeiro.







