Atualizado em 15 de novembro
Os educadores de Curitiba fizeram novo ato nesta quarta-feira. Desde junho, os trabalhadores cobram da Prefeitura de Curitiba melhores condições de trabalho. Reivindica-se a realização de concurso público, isonomia com o magistério com redução de jornada, cumprimento da hora permanência, aposentadoria especial de 25 anos e eleição de direção. Os trabalhadores não ficaram satisfeitos com o resultado da última reunião ocorrida em 22 de outubro. Na oportunidade, a Prefeitura não garantiu a isonomia. Uma assembleia indicativa de greve está marcada para o próximo dia 21 de novembro e o início da paralisação em 26 de novembro. O sindicato tenta uma mesa de negociação.
Na manifestação de hoje, a educadora Claudiane, do Cmei Santa Efigênia, relatou que em seu local de trabalho não era respeitada à hora permanência no primeiro semestre. O problema só foi ‘resolvido’ por causa de um acordo interno. “Estava precária a situação. Havia falta de funcionários e não dava para fazer planejamento para as crianças”. Segundo a educadora, a Secretaria de Educação não encaminhou nenhum novo profissional para o cmei, mesmo estando lotadas de crianças as salas.
A dificuldade de cumprir a hora permanência também foi identificada pela educadora Isabel Cristina Dias. Ela afirma que muitas vezes as crianças ficam sob a responsabilidade de um profissional. “Às vezes fica uma educadora do pré com trinta crianças para a outra educadora ajudar nas salas menores para que haja à hora permanência. Isso não é qualidade de ensino”.
Pais apoiam manifestações dos educadores
Durante o ato ocorrido em cmei’s de Curitiba, os educadores entregaram material explicativo à população e incentivaram os pais a ligarem para o 156 e exigir “que o prefeito atenda” as reivindicações para que o atendimento às crianças melhore. O pai Miguel Henrique da Silva assumiu esse compromisso: “A educação precisa ser qualificada. Eu vejo investimento em outras áreas, como aquela Ponte Estaiada que até agora não deu em nada e só está comendo dinheiro público e em educação é mínimo. Eu participo dos conselhos em cmei e vejo as verbas serem restritas”, se indigna. Segundo o jornalista Rogério Galindo, a ponte citada pelo pai custou R$ 94 milhões (veja aqui). O pai também notou a falta de funcionários e apontou a prioridade para Curitiba: “É preciso concurso público e olhar o valor da hora/aula do educador que tem uma grande importância no desenvolvimento da criança nesta fase”.
Alimentação inadequada
Na pauta dos educadores, a qualidade da alimentação fornecida às crianças também é questionada. A educadora Isabel Cristina Dias relata a pouca quantidade de comida nas refeições: “No berçário, a criança se alimenta às 8 horas e 10h30 tem outra. Mas não tem repetição tem que comer o que tem no prato”, se preocupa. Em setembro, o Sismuc denunciou que o mesmo caminhão que entregava a comida terceirizada também recolhia o lixo. Além disso, relatou que a Prefeitura de Curitiba não cumpria a lei nº 11.947/2009, que determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo FNDE para alimentação escolar (veja link).
Pautas pela isonomia
Duas das principais pautas dos educadores é a redução da jornada de trabalho e aposentadoria especial aos 25 anos. A exigência se baseia na rotina diferenciada exercida no magistério municipal. “Para os servidores, ambas as carreiras desempenham funções bastante semelhantes, ambas são responsáveis pela educação, independente do nível das crianças. (No entanto), os direitos dentro da PMC são diferentes”, registra material entregue nos centros municipais.
Mesa negociação
A assessoria de imprensa do Sismuc entrou em contado com a Secretaria de Educação ( 11h50) e aguarda para à tarde a definição sobre a possibilidade de uma mesa de negociação nos próximos dias.
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