Coletivo dos Aposentados debate Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa

 

Encontro com temática de festa junina também celebrou os aniversariantes do semestre

 

Em clima de alegria, diversão e reflexão. Assim foi o Coletivo dos Aposentados e Aposentadas do SISMUC, realizado na tarde desta quinta-feira (15/06). No encontro, que teve a temática de festa junina, além da comemoração dos aniversariantes do semestre e jogo de bingo, os/as participantes também conheceram e refletiram sobre o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, celebrado no dia 15 de junho. 

Oficialmente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2011, após solicitação da Rede Internacional de Prevenção ao Abuso de Idosos (INPEA), o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa ainda é uma data pouco conhecida entre a população. Mas, expõe a realidade e os tipos de violência enfrentada por muitos idosos e idosas, como, por exemplo, física, psicológica e financeira.

“Esta data é um marco na luta contra a violência sofrida pelos idosos/as. Mas, precisamos ter essa bandeira erguida e presente diariamente por onde passarmos, seja quanto entidade, seja individualmente, em nossas casas e famílias. Aposentados e aposentadas, saibam que o SISMUC está aqui, de portas abertas para acolhê-los/as frente a qualquer situação de violência. Tenham o SISMUC como a sua rede de apoio”, afirmou Juliana Mildemberg, coordenadora geral do Sindicato.

É fundamental ficar alerta aos sinais e aos diferentes tipos de violência contra a população idosa, já que muitas vezes os mesmos não percebem que estão sendo violentados em determinadas relações, principalmente quando estas ações violentas são provocadas até de maneira silenciosa e invisível.

“Ressaltamos que nem todas as violências deixam marcas físicas, mas todas podem provocar sofrimentos emocionais, psicológicos que causam desesperança, sentimentos depressivos e tantos outros medos e fragilidades no campo pessoal, laboral e social. Tudo isso acaba por impedir o desenvolvimento natural e importante que a pessoa idosa precisa para viver as necessidades naturais deste ciclo da vida”, explica Niuceia de Fátima Oliveira, integrante da direção do SISMUC.

 

Veja como identificar os tipos de violência e onde buscar a proteção à pessoa idosa:

 

VIOLÊNCIA FÍSICA

Beliscões, empurrões, tapas ou agressões que não evoluem com sinais físicos.

 

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Agressões verbais, menosprezo, desprezo, humilhação, afastamento do convívio familiar ou restrição à liberdade de expressão; humilhação, ofensas, negligência, insultos, ameaças e gestos que afetam a autoimagem, a identidade e a autoestima.

 

VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL

Qualquer tipo de violência exercida dentro do ambiente institucional (público ou privado).

 

VIOLÊNCIA PATRIMONIAL E ABUSO FINANCEIRO

Prática que comprometa o patrimônio do idoso, entre elas, empréstimos bancários, alterações de testamento, antecipação de herança ou venda de bens móveis e imóveis sem o consentimento. Além de apropriação indevida de dinheiro e cartões bancários.

 

VIOLÊNCIA SEXUAL

Ato sexual para obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas, por meio de coação com violência física ou ameaças.

 

DISCRIMINAÇÃO

Comportamentos discriminatórios, ofensivos, desrespeitosos em relação à condição física característica de uma pessoa idosa.

 

NEGLIGÊNCIA

Omissão de cuidados e abandono tanto no seio familiar como em instituições que prestam serviços de cuidados e acolhimento. 

 

Onde procurar orientação ou denunciar:

– Disque 100 (Direitos Humanos);

– 190: Polícia Militar (para situações de risco eminente);

– Delegacia de Polícia;

– Unidades municipais de saúde;

– Conselhos de Defesa de Direitos da Pessoa Idosa;

– Ministério Público e na Defensoria Pública.

– SISMUC Recepção (41) 98407-4932

–SISMUC Comunicação (41) 99661-9335

 

O futuro digno de uma nação inteira, depende do reconhecimento e valorização de quem veio antes e fez o trajeto para chegarmos aqui.

Que a nossa consciência nos fortaleça para seguirmos  lutando por uma Curitiba mais humana, que respeite todas as faixas etárias e reconheça o valor dos/as nossos/as aposentados/as.