Greca nega vale-alimentação de R$ 11 para agentes de endemia

A
gestão do prefeito Rafael Greca (PMN) negou a concessão de
vale-alimentação para os agentes de endemia. A recusa foi alegada
durante uma audiência entre o Sismuc e a Secretaria de Recursos
Humanos, realizada na tarde do último dia 24, no Ministério Público
do Trabalho. O governo municipal alega que não pode conceder o vale
devido ao custo. Mas, nessa semana, foi revelado que o prefeito
gastou R$ 317 para imprimir duzentos exemplares de uma revista,
totalizando R$
63.355,20,e
outros R$ 5.974,50 com a impressão de outro material de
autopromoção.

Na
reunião no MPT,
a secretaria de Recursos Humanos negou adicional de insalubridade e
vale-alimentação. No primeiro caso, disse que não há direito para
receber a verba. O Sismuc solicitou a realização de novo laudo. Já
com relação ao vale-alimentação,a
secretaria recusou
alegando que os agentes de endemia “compõem
o quadro dos agentes comunitários de saúde”e“não
há viabilidade neste momento, por questão de inviabilidade
financeira. O impacto seria superior a R$ 1 milhão”.

No
entanto, de acordo com a coordenadora geral do Sismuc, Irene
Rodrigues, o auxílio pleiteado é de R$ 11 para cerca cinquenta
profissionais agentes de endemia. Mesmo que o benefício fosse
aplicado aos 500 agentes comunitário de saúde, isso representaria
R$ 121 mil por mês.

Na
mesma semana em que a mídia revela que a Prefeitura de Curitiba não
tem economizado em buffets e gastos em publicidade para promover
Greca, ela nega auxílio-refeição para trabalhadores das menores
faixas salariais do município”, aponta Irene.

A
oposição na Câmara Municipal denunciou gastos excessivos em
publicidade por parte de Greca. A prefeitura
admitiu
que
um
primeiro
impresso custou R$ 63.355,20 para a confecção de 200 exemplares.
“Cada exemplar custou R$ 317. Para mim, isso é um absurdo”,
alertou a
vereadora professora Josete (PT).
Já o segundo produto, conforme informou o Executivo, somou R$
5.974,50 para uma tiragem de 1.020 unidades.
 

Josete
sustentou que concorda com a publicidade para prestar contas à
população, “mas num momento em que ouvimos dizer que o Município
se encontra em grave crise [financeira], em que a arrecadação não
é suficiente para atender as demandas da população, nós deixamos
a desejar neste sentido”.

Cafézinho

O
governo de Greca alega que não pode conceder o vale aos seus
profissionais. Mas a gestão publicou edital
para contratação de café da manhã e coffee
break

para gabinete do prefeito, do vice-prefeito e do cerimonial. O preço
máximo da licitação, de acordo com apuração do Livre.jor,
é de R$ 66 mil. Isso representa preço médio de
refeição por pessoa a R$ 33.Não
bastasse isso, a gastança prevê serviço à francesa e à inglesa.
“O serviço deverá ser à Inglesa, ou seja, os alimentos devem ser
postos à mesa em pratos de porcelana brancas e servidos em bandejas
em inox”, detalha o edital.

Plano
de saúde e 
Vale-transporte

A
reunião no MP admitiu a inclusão dos agentes de endemia mediante
adesão ao Instituto Curitiba de Saúde (ICS).Já
com relação ao transporte, o MP deu mais 30 dias para o RH se
manifestar. O prazo é o mesmo para uma reavaliação do
vale-alimentação.

Assembleia
Agentes de Endemia

27 de abril

18h00

Sismuc

2o andar

Refeição cara em Curitiba

De acordo com o site “Preço Médio”, a refeição em Curitiba custa R$ 32,83. Ou seja, quase 300% a mais do que é solicitado pelos agentes de endemia. O prato comercial sai por R$ 30,03 e o self service por R$ 30,06. O mais caro é o serviço a la carte, que custa R$ 66,78. Já o vale-alimentação, em Curitiba, custa R$ 389,52 na média.

Ata reunião MPT, Sismuc e RH sobre agentes de endemia

Edital de Convocação Assembleia Geral Extraordinária dos Agentes de Combate a Endemias