Pré-conferência debate dificuldades dos trabalhadores da educação municipal

O Sismuc promoveu, nos dias 11 e 12 de novembro, a 1ª Pré-conferência dos Trabalhadores da Educação de Curitiba. A atividade trouxe como tema central “Educação de qualidade: depende de quem?” e contou com a participação de pessoas especialistas na área.

Na abertura, a vereadora professora Josete Dubiaski, também professora da rede estadual e municipal, falou sobre “o sistema nacional de educação e o papel do município”. Na manhã de sábado Ana Denise Ribas, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, tratou do “Plano Nacional de Educação”. A professora da rede municipal Maíra Belotto, tratou de “gestão da escola pública”. No período da tarde, a mestre em educação Marcia Barbosa Soczek falou sobre “educação infantil”, seguida pela secretária geral da APP-Sindicato Silvana Prestes, que debateu o “profuncionário”. E, fechando os trabalhos, foi a vez de Diana Abreu, doutoranda em gestão da educação, tratar de “valorização dos trabalhadores da educação”.

Alguns dados revelam graves problemas no ensino municipal de Curitiba, conforme apresentado. Dentre os números que chamam a atenção está a falta de vagas na educação infantil. Na capital paranaense há um déficit de 63,5% de creches. Hoje, mais de 53 mil crianças de 0 a 3 anos estão fora de cmei’s. Este seria um dos problemas causados com consequência de uma política que prioriza a privatização do ensino.


“O cidadão de 0 a 3 anos já não está tendo o direito de acesso a educação gratuita garantido. Qual a prioridade do orçamento da prefeitura hoje?”, pergunta Marcia Soczek. Para ela, é importante que os trabalhadores se envolvam em espaços de debate como as conferências municipais, onde o plano municipal de educação é elaborado.


A inspetora Lourdes Oliveira, que participou da pré-conferência, aproveitou para dizer o que pensa sobre a educação e aponta o que na opinião dela é um dos grandes problemas atuais: “Temos que lutar pela qualidade da educação e, para isso, tem que ter mais funcionário e melhores condições de trabalho”. 


As reivindicações dos trabalhadores devem ser debatidas na conferência municipal prevista para os dias 2 e 3 de dezembro. Dentre as principais questões a serem levadas estão a redução da jornada de trabalho, fim do programa de metas, dimensionamento adequado de pessoal, eleição de diretores, equiparação salarial e o profuncionários.