Em reunião com a Prefeitura, servidores seguem sem novas propostas; greve é mantida para amanhã

Na tarde de hoje (7), que antecede a greve marcada para esta quarta-feira, a direção do SISMUC esteve com a Secretaria Municipal de Gestão de Pessoal, com o novo Secretário da Educação e superintendes para debater as pautas prioritárias que levaram à paralisação das servidoras e servidores — a ampliação de vagas nos crescimentos de carreira, a universalização do auxílio-alimentação e o fim do desconto de 14% na aposentadoria. No entanto, a Prefeitura não apresentou propostas concretas e que justifiquem a convocação de nova assembleia para deliberação.

O SISMUC reconhece que o canal de diálogo com a Prefeitura permaneceu aberto ao longo dos últimos anos, mas cobra a efetividade dessas negociações, uma vez que as promessas são feitas, mas na prática, as trabalhadoras e trabalhadores não são atingidos com avanços. Reafirmamos em mesa que nenhuma dessas reivindicações são novas, uma vez que as apresentamos para a gestão na mesa de negociação de 2025, além de reuniões enquanto Pimentel era vice-prefeito de Curitiba. Diante da falta de respostas, a categoria aprovou o indicativo de greve no final do ano passado.

O caldo engrossou este ano, com o envio de um projeto de lei que prevê a aplicação de uma Gratificação de Produtividade Tributária para apenas 108 servidores ligados ao núcleo que controla o caixa da cidade. “Com o envio do projeto, a Prefeitura terminou de jogar gasolina na fogueira e declarou a desvalorização de mais de 25 mil servidores públicos”, expõe Alessandra Oliveira, diretora do Sindicato. Enquanto propõe esse reajuste que gera um impacto de R$ 27,6 milhões até 2028 nos cofres do município, todo o restante do quadro de pessoal segue penalizado. “Com este valor, cerca de 8 mil servidores da educação, da saúde, da assistência social e da fiscalização poderiam ser contemplados com o recebimento do auxílio-alimentação”, completa a direção do SISMUC. Diante da sinalização de que há recursos para atender um grupo restrito e a iniciativa privada, enquanto demandas históricas que beneficiariam toda a categoria seguem sem resposta, a greve foi aprovada.

Durante a reunião desta terça-feira, a direção do SISMUC cobrou a presença do Secretário de Finanças para que houvesse o avanço das pautasda Secretaria de Finanças para avançar nas negociações, uma vez que a Administração Municipal não afirma falta de orçamento, mas alega impossibilidade de atendimento das reivindicações em razão do limite prudencial. Mas, não apresentou o impacto financeiro que ocorreria caso as pautas fossem atendidas.

O SISMUC avalia que falta vontade política para se encaminhar as promessas feitas por Eduardo Pimentel (PSD) em sua campanha política. Em nenhum momento ele afirmou que esperaria pelo último ano de mandato para tirar do papel seus compromissos com o funcionalismo público. Financeiramente há viabilidade para atender as reivindicações das/os  trabalhadoras/es, ou seja, para ampliar o número de vagas para o Crescimento Vertical, o pagamento do auxílio-alimentação e pôr fim ao desconto de 14% nas aposentadorias.

Paralisação

O SISMUC segue aguardando o chamamento de nova negociação com a gestão municipal a qualquer momento. Porém, enquanto as tratativas não andarem, a greve segue mantida para esta quarta-feira, 08 de abril, com concentração na Praça 19 de dezembro (quase esquina com Shopping Mueller), às 9 horas. 

Tira-dúvidas sobre a greve – Live

A gente sabe que a greve traz muitas dúvidas para os servidores. O que posso ou não fazer, se posso ou não parar, se terei descontos, se posso sofrer alguma punição… Por isso, hoje teremos uma live para falar sobre

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