Às vésperas da greve geral desta quarta-feira (8), o SISMUC e servidores municipais de Curitiba fazem um alerta à comunidade sobre práticas de assédio institucional por parte da Prefeitura e a circulação de informações consideradas distorcidas enviadas por aplicativos de mensagem.
De acordo com os servidores, há relatos de pressão psicológica, ameaças veladas, tentativa de corte indevido de salários e orientações para que unidades reforcem comunicados que colocam a comunidade contra os trabalhadores. Para o Sindicato, trata-se de uma estratégia para enfraquecer a mobilização e desviar o foco das reivindicações centrais da categoria.
Aos servidores, a orientação é objetiva: o direito de greve é garantido pela Constituição e não pode gerar punições ou retaliações. Situações de assédio devem ser registradas, com provas, e encaminhadas ao SISMUC.
📲 Edicleia (41) 99710-9692
📲 Kéfera (41) 99925-3357
📲 Patrícia (41) 98817-0804
📲 Adriana (41) 99725-2497
📲 Juliana (41) 99876-1651
📲 Angelis (41) 98841-7942
📲 Dermeval (41) 99624-8229
📲 Alessandra (41) 99571-5398
📲 Francielle (41) 99892-7404
📲 Willian (41) 98444-1652
Às famílias, os servidores fazem questão de reforçar: a greve não é contra a comunidade. É uma medida legítima para garantir condições dignas de trabalho, valorização profissional e qualidade no atendimento às crianças. Os trabalhadores seguem comprometidos com as crianças e reconhecem o impacto que qualquer paralisação causa na rotina das famílias, mas destacam que a ausência de negociação por parte da Prefeitura tem levado a esse cenário.
CMEIs e escolas
Os servidores também pedem atenção aos conteúdos dos comunicados da gestão municipal enviados às familias e responsáveis por crianças em CMEIs e escolas. A Prefeitura afirma que “quase 7 mil profissionais tiveram aumento dentro da carreira”. No entanto, a rede conta com 4.615 professores de educação infantil e 11.399 profissionais do magistério, o que demonstra que os avanços não alcançam toda a categoria.
Outro ponto divulgado é que mais de 9 mil servidores “voltaram a ter direitos que estavam parados desde a pandemia”. O que não é informado é que esses direitos foram congelados e seguem sem pagamento dos valores retroativos desde 2020, gerando uma dívida ainda não quitada.
Sobre os salários, a Prefeitura aponta uma reposição de quase 45% nos últimos anos. Os trabalhadores ressaltam que esse índice corresponde basicamente à inflação do período, sem ganho real. As perdas seguem acumuladas: apenas nas gestões recentes, ultrapassam 6,79%, enquanto a defasagem histórica chega a 17,35% e pode alcançar 20,96%.
Diante disso, os servidores reforçam o pedido de diálogo e compreensão às famílias. A mobilização busca, justamente, fortalecer o serviço público e garantir melhores condições de ensino e atendimento. Os serviços essenciais serão mantidos, e cada unidade comunicará previamente qualquer alteração no funcionamento.
A categoria segue mobilizada e reafirma seu compromisso com o serviço público e com cada família atendida.


