Luta do SISMUC e da categoria garante reenquadramento sem perdas e retroativo para professores da educação infantil que fizeram transição

Este 28 de novembro marca uma conquista histórica para a educação infantil de Curitiba. Os professores que realizaram a transição em agosto receberam o pagamento do retroativo, o percentual de 37,73% sobre o vencimento básico e tiveram confirmado o reenquadramento da parte especial para a parte permanente da tabela salarial. A garantia de que não haverá nenhuma perda de referências representa um avanço direto na valorização que a categoria reivindica há anos.

A mudança consolida ganho real e segurança profissional. Ao migrar para a mesma referência da tabela permanente, sem prejuízos na carreira, os educadores passam a receber o vencimento integral correspondente ao cargo, corrigindo distorções que historicamente impactavam a estrutura salarial da educação infantil. Trata-se de reconhecimento e respeito ao trabalho realizado nas unidades, um segmento essencial para a formação das crianças da cidade.

O pagamento da retroatividade reforça ainda mais a dimensão dessa vitória. Assim como no processo de transição de 2024, o cálculo considerou a data de conclusão da formação. Quem finalizou os estudos a partir de 1º de janeiro de 2022 receberá os valores equivalentes ao período entre a conclusão e a efetiva transição, encerrando um ciclo de espera que gerava insegurança e garantindo justiça salarial.

Para a direção do SISMUC, a conquista é resultado direto da mobilização contínua dos trabalhadores e da atuação forte e constante do Sindicato. “Pressão nas redes sociais, presença nas ruas, análises técnicas, assembleias e inúmeras rodadas de negociação foram decisivas para que o município reconhecesse o direito dos profissionais e aplicasse a correção necessária na carreira. A categoria demonstrou mais uma vez que organização e unidade transformam realidades na educação pública de Curitiba”.

Na luta por professores que fizeram transição em 2024
Em 2024, primeiro ano em que houve a transição, 133 professores que fizeram a transição de carreira perderam três referências na tabela permanente, o que resultou em prejuízos financeiros e profissionais. O SISMUC segue cobrando administrativamente a correção dessa distorção, reafirmando que a conquista anunciada hoje precisa alcançar todos os trabalhadores. Garantir isonomia é fundamental para impedir o achatamento da carreira e assegurar valorização plena para toda a categoria.