Regulamentação das redes sociais: esse assunto interessa você, servidor público

Nos últimos anos, as redes sociais e as plataformas digitais se tornaram centrais quando o assunto é disseminação de informações. De acordo com a pesquisa TIC Domicílios, que mapeia o acesso e o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) nas casas brasileiras, 90% da população já acessou a internet no país, seja na região urbana ou rural, passando por todas as classes sociais e faixas-etárias. Desse total, 81% utiliza ou já utilizou as redes sociais e 92% já enviou mensagens instantâneas. 

Esses dados nos mostram o que já sabemos na prática: que o/a brasileiro/a está conectado às redes sociais. Nas escolas, nos trabalhos, nos meios de transporte, em casa e até durante as atividades de lazer, basta olharmos para o lado e veremos alguém rolando a tela do celular em alguma plataforma digital. 

Foi-se o tempo em que, tratando-se da produção de conteúdo informativo, as pessoas eram passivas e esperavam que grandes veículos de comunicação publicassem sobre determinado tema de interesse público. Com as redes sociais, qualquer pessoa pode se tornar um agente comunicador, em larga escala. 

Com o Marco Civil da Internet, Lei 12.965 aprovada em 2014, o uso da internet no Brasil passou a ter uma legislação e normas específicas que garantem a liberdade de expressão, a proteção de dados sensíveis e pessoais, deveres dos provedores de internet, entre outros princípios. Porém, 11 anos se passaram e muita coisa mudou, inclusive a forma e o conteúdo do que é publicado no meio digital. Por isso, neste mês de junho, o STF voltou a discutir o Artigo 19 do Marco Civil, o texto trata da responsabilização das plataformas por conteúdos publicados por usuários e a possibilidade de remoção de material ofensivo a pedido dos ofendidos, sem a necessidade de ordem judicial. 

Até o momento da publicação desta matéria, os ministros do Supremo não haviam chegado a uma conclusão se deve haver uma mudança ou não neste artigo da lei.

Regulamentação das redes sociais

Nos últimos anos, ou você estava fora do planeta Terra ou acompanhou o aumento de notícias falsas, às vezes com carinha de um meme inocente, outras com discurso que parece sério e dados “fabricados em laboratório”. As redes sociais e as plataformas de conversa online, como WhatsApp e Telegram, são usadas como meio de disseminação de desinformação.

Paralela à discussão do Marco Civil, o Congresso Nacional estuda um projeto para regulamentação das redes sociais, visando justamente combater as notícias falsas espalhadas de forma desenfreada e responsabilizar as empresas donas das plataformas — Meta, TikTok, Telegram, X (antigo Twitter), Youtube, entre outras.

De acordo uma pesquisa realizada pelo Senado Federal em 2023, pelo menos 76% dos brasileiros foram expostos a informações possivelmente falsas sobre política no segundo semestre de 2022. Quase a totalidade dos entrevistados tiveram contato com notícias políticas que eles acreditavam serem falsas nas redes sociais — sendo 67% por meio de aplicativos de mensagens e 83% em redes como Facebook, Instagram e YouTube. Além disso, o estudo mostrou que as notícias falsas originadas nas redes são amplamente difundidas por meio de conversas com amigos e familiares.

Você, servidor público, será que já não acabou espalhando uma notícia falsa, achando que era verdadeira? Muitas vezes, você pode estar sendo influenciado a compartilhar desinformações que parecem reais e até mesmo inofensivas, mas que podem ter sérias consequências, como aquelas que dizem que a vacina pode causar algum tipo de problema de saúde ou que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas, por exemplo.

Com o avanço da Inteligência Artificial, as chances de sermos “enganados” mais facilmente nas redes sociais só cresce e, fica mais confuso entender o que é veracidade. Logo, se torna ainda mais necessário regulamentar as plataformas. O debate sobre a regulamentação das redes está acontecendo e a população precisa fazer parte dele. Até o dia 17 de junho estará disponível a consulta pública sobre os princípios para a regulação de redes sociais, organizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, do governo federal.


Acesse o site dialogos.cgi.br/ e deixe a sua contribuição, pois o serviço público também sente os impactos do que circula nas redes sociais. Regular as plataformas é garantir que o ambiente digital seja mais seguro, transparente e democrático. É proteger a liberdade de expressão, sim, mas também é combater o discurso de ódio, as mentiras que matam, e a manipulação política travestida de opinião.

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O SISMUC manifesta profundo pesar pelo falecimento do servidor aposentado João Alves, aos 81 anos. Mecânico da Prefeitura de Curitiba, João dedicou boa parte de sua vida ao serviço público, atuando no setor de obras e deixando sua contribuição para

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