Servidores realizam Ato Contra o Plano de Fim de Carreiras durante retomada das atividades na Câmara Municipal

Esqueleto colocado em frente a Câmara denunciou a gravidade da proposta elaborada pela Prefeitura

 

“Temos um recado para vocês, vereadores, prefeito, Rafael Greca, e vice-prefeito, Eduardo Pimentel: nós somos povo de luta, não vamos dar sossego para vocês. Exigimos um Plano de Carreira digno, que valorize nosso trabalho, que tenha isonomia e não tenha diferença entre os servidores!”. Esse foi o aviso deixado pelos trabalhadores públicos, organizados no SISMUC, durante o Ato Contra o Plano de Fim de Carreiras, que aconteceu, na manhã de ontem (01/02), na abertura oficial dos trabalhos na Câmara Municipal.

Desde novembro, quando foi apresentado o projeto de lei com o novo plano de carreiras, os servidores que integram a base do SISMUC estão mobilizados e em estado de greve, e foi graças a esta mobilização que a tramitação do PL já foi barrada na Câmara. No Ato de hoje, mais uma vez os trabalhadores denunciaram a gravidade da proposta apresentada pela Prefeitura, apelidado pelos profissionais de “plano de fim de carreira”. Para representar esta situação e o tempo que o servidor levará para crescer na carreira, um esqueleto foi colocado sentado em frente a Câmara Municipal.

“Esse esqueleto aqui é para representar o que acontecerá com o servidor se este Projeto de Lei for aprovado, toda a categoria vai demorar em média 32 anos para crescer apenas 1% na carreira. Ou seja, é o fim da valorização do trabalhador. Esse Projeto mostra que esta gestão não reconhece o trabalho dos servidores que fazem essa cidade modelo para outros municípios, estados e, inclusive, países. Se hoje temos tudo funcionando aqui na capital do Paraná, podem ter certeza, é graças ao empenho dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público que não medem esforços para tornar isso realidade”, afirma a direção do SISMUC.

Durante o ato organizado pelo SISMUC, o Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (SINDIURBANO-PR) também se somou na luta. Vale destacar que os profissionais estão em greve desde ontem (31/01), para denunciar a terceirização de atividades na empresa e em defesa dos serviços ofertados.

 

Proposta do Greca – No Projeto de Lei, que está parado na Câmara Municipal, a gestão municipal visa alterar o plano de carreira instituído na Lei 11.000/2004 – congelado desde 2017 e segue assim até junho deste ano-, e estabelece diversos entraves para o crescimento do servidor na carreira, entre eles: pedágio, a avaliação de desempenho e o aumento da concorrência. Além disso, se conseguir vencer estes obstáculos, o profissional só conseguirá crescer se houver orçamento municipal, já que o crescimento está atrelado à disponibilidade orçamentária.

Conforme a proposição enviada, 80% da nota para o crescimento na carreira terá como critério a avaliação de desempenho realizada pela chefia (que não possui definições claras). Além disso, o crescimento será, nos anos pares, no valor de 1% para apenas 20% dos servidores, e nos anos ímpares de 16,7% para apenas 5% dos servidores. E, para piorar, todos ficarão submetidos a um pedágio, proibidos de participar nos próximos três procedimentos de crescimento, com isso, o trabalhador, se conseguir o crescimento, deverá esperar 8 anos para tentar um novo. Calculamos que levará 40 anos para que todo o corpo de servidores possa progredir uma vez no crescimento por qualificação.

“O Greca parece que esqueceu que um plano de carreira é o grande responsável por atrair bons profissionais para o serviço público e fazer dele a consolidação das políticas públicas que a população tanto precisa e tem direito. Um plano justo valoriza os trabalhadores e trabalhadoras, sem que os crescimentos dependam de chefias ou atos do gestor público. O prefeito, apresentando este projeto absurdo, decreta o fim das carreiras e ataca diretamente também a população”, afirma a direção do SISMUC.

 

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