Pressão da comunidade garante manutenção de RIT para pedagogas

O ano letivo na rede municipal
de educação mal começou e as professoras e professores da rede já estão tendo
que lutar para que a Prefeitura cumpra sua obrigação e os alunos tenham acesso
àquilo que lhes é de direito.

No dia 6 de fevereiro,
quinta-feira, a Secretaria Municipal de Educação (SME) havia liberado a
contratação de pedagogas pelo Regime Integral de Trabalho (RIT). Ou seja, as
professoras com formação adequada poderiam se candidatar ao RIT como pedagogas.
Com isso, em poucos dias, as direções das escolas e CMEIs encontraram
trabalhadoras para exercer a função nas unidades e encaminhavam a contratação
quando foram surpreendidas por uma normativa da Prefeitura que só permitia RIT
entre as pedagogas de carreira da rede.

É importante relembrar que nem
o governo de Rafael Greca e nem o de Gustavo Fruet realizaram concurso interno
para pedagoga.
A rede municipal de ensino não realiza esse procedimento
desde 2011, o que significa que temos um rombo entre esse segmento de
profissionais nas unidades escolares.

Boa Vista

Ao saber que a escola poderia
ficar sem pedagoga para o atendimento de pais e alunos, a comunidade da Escola
Municipal CEI Augusto Cesar Sandino, da regional do Boa Vista, se mobilizou e
pressionou a SME para manter os contratos RITs.
Ao longo de dois dias,
pais, mães e professores ligaram para o Núcleo Regional e também registaram a
reclamação pelo 156. A cobrança surtiu o efeito necessário e a administração
retomou os RITs. Entretanto, algumas escolas da regional ainda enfrentam
problemas para liberação dos contratos.

Mas, para além da liberação dos
contratos RITs, é urgente a realização de concurso interno para pedagogas da
rede. Apesar do problema da liberação das contratações ter sido localizada na
regional do Boa Vista, faltam pedagogas em toda a cidade.

Enquanto o desprefeito Rafael Greca faz sua
propaganda no Fórum de Gestores da SME, anunciando reajuste na verba do fundo
rotativo, a realidade dos servidores continua sendo a de sobrecarga de trabalho
devido à falta de professores e pedagogos. A gestão esperou começar o ano letivo para anunciar que
vai convocar mais trabalhadores através de contratações mais precárias, o
chamado Processo Seletivo Simplificado (PSS), ao invés de realizar concursos
públicos.

O governo só precisa de vontade política para avançar na melhoria da
qualidade da educação Pública de Curitiba. Enquanto continuar atendendo aos das
empresas de asfalto, os serviços públicos não serão prioridade. Nossa luta em
defesa de saúde, educação, assistência e cultura continua. Firmes!