Aumento da passagem de ônibus pesará no bolso dos trabalhadores

Se
depender do prefeito Rafael Greca, a passagem de ônibus ficará mais cara a
partir de março. O valor que o município repassa para as empresas de ônibus subiu
para R$ 4,79 em fevereiro e o preço pago pela população ficará em R$ 4,50
segundo informações da Prefeitura.

O aumento
vai pesar no bolso de quem utiliza o transporte público, especialmente de
trabalhadores e estudantes. A passagem mais cara significa menos dinheiro para
o aluguel, para o mercado e para as outras contas. O resultado é a piora nas
condições de vida da população trabalhadora de nossa Curitiba, que terá que
arcar com um custo maior, enquanto continua com a com a rotina de ônibus
lotados, longas filas e veículos sucateados
.

Para
os servidores 3%, para os empresários do transporte 20%

Para a imprensa, Greca disse que “não
é possível manter a tarifa congelada enquanto os demais preços sobem”. O
estranho é que o prefeito não siga a mesma lógica quando se trata dos direitos
dos servidores, que estão sem plano de carreira, permaneceram com salário
congelado por dois anos e receberam um reajuste salarial abaixo da inflação no
ano passado. Enquanto os servidores receberam reajuste de míseros 3%, a tarifa
técnica paga às empresas subiu mais de 20% desde de 2017.

Além disso, Greca parece esquecer que
os preços sobem, mas os salários dos trabalhadores não acompanham esse aumento,
o que na prática significa que as famílias trabalhadoras enfrentam uma redução
do seu poder de compra.

Aumentos acima da inflação

 De 1995 até 2019, a tarifa do
transporte coletivo em Curitiba aumentou mais que o dobro da inflação, o que
corresponde a uma média de aumento real de quase 5% por ano. Por trás dos
aumentos abusivos está a preocupação em manter os altos lucros das empresas que
controlem o transporte coletivo em Curitiba.

Ranking das capitais

Em 2017, Curitiba se tornou a capital
com a passagem de ônibus mais cara e parece que o objetivo do prefeito é
recuperar esse posto. Se a população de nossa cidade não barrar esse aumento, Curitiba
empatará com Belo Horizonte com a passagem em R$ 4,50, a frente de São Paulo (R$
4,30) e Rio de Janeiro (R$ 3,95). Em
Porto Alegre, onde a passagem custa atualmente R$ 4,30, há proposta de aumento
para R$ 4,70.

Servidores e cobradores de ônibus são alvo de ataques

Greca quer aprovar neste ano a extinção do cargo de cobrador e impor a bilhetagem eletrônica, o que significa demitir mais de três mil trabalhadores. Além disso, quer substituir o auxílio-transporte pago aos servidores municipais por passagens de ônibus creditadas no cartão-transporte. Esse ataque foi aprovado no pacotaço de 2017 e, se não barrarmos sua implementação agora, a consequência será a redução de nossos salários.



Essas duas iniciativas do prefeito demostram que sua prioridade é proteger os lucros das empresas de ônibus, independentemente das consequências que isso causa nas condições de vida de motoristas, cobradores de ônibus e da população trabalhadora que utiliza o transporte público diariamente.

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