A gestão Greca anuncia desde meados de
2018 que abrirá um concurso para mais de 100 vagas com 23 cargos diferentes. A
previsão de publicação do edital é abril deste ano. Além disso, há também
centenas de trabalhadores aprovados nos últimos concursos, tanto para a área da
saúde quanto para educação, aguardando convocação.
Mas, se o Processo Seletivo Simplificado
(PSS) for aprovado, tanto os trabalhadores aprovados nos concursos quanto
aqueles que estavam pensando em ingressar no município no próximo concurso
podem ficar a ver navios. Isso porque claramente a intenção da gestão Greca é
precarizar os contratos de trabalho e substituir a contratação por concurso
público pelo PSS.
O projeto que institui os contratos
temporários foi protocolado na Câmara no final de outubro por inciativa do
executivo. O texto do projeto afirma que as contratações via PSS acontecerão
para “atender à necessidade temporária de excepcional interesse
público”. Porém, o risco para que a contratação temporária se transforme
em política de contratação é grande, já que os critérios não estão definidos.
O fim da licença-prêmio para
novos servidores, o percentual de reajuste abaixo da inflação e a fixação da
data-base dos servidores no mês de outubro também fizeram parte desse novo
pacote de maldades do Greca. Essas medidas foram aprovadas pela bancada do
tratoraço, mesmo sob protestos dos servidores.
Entretanto, o projeto que amplia o
processo de terceirização no município não foi votado no ano passado e
precisamos nos organizar para combate-lo agora em 2019. Esse grave ataque exige
alteração na Lei Orgânica do Município e por isso tramita em uma comissão
especial.
Essa é mais uma ação do governo Greca
para promover os desmontes dos serviços públicos. E nós, servidores municipais,
precisamos intensificar a nossa mobilização nos locais de trabalho para barrar
o avanço de mais esse ataque.


