Greca é intransigente em acordo sobre as faltas de greve da saúde

Audiência de conciliação realizada hoje entre Sismuc e prefeitura de Curitiba
levou a um impasse sobre a situação dos descontos dos dias das greves de 2015, sendo que a gestão anterior havia concedido abono na ficha
funcional dos servidores.

“A gente se dispõe a fazer reposição dos dias, mas a gestão está intransigente e não quer negociar. A prefeitura
alega que não tem orçamento para poder fazer a devolução do dinheiro”, comenta
Soraya Cristina, coordenadora do sindicato.

A Prefeitura de Curitiba entrou com processo contra o
sindicato após a greve da Saúde, realizada entre 2 e 3 de fevereiro de 2015.

O motivo da greve era o montante de horas extras. O cálculo à
época remetia a um total de 20 mil horas extras não pagas. O que caracterizava também falta
de condições de trabalho e falta de servidores, com sobrecarga por falta de
concurso público e falta de efetivo.

O decreto ao final da gestão de Gustavo Fruet e Mirian
Gonçalves (1396/2016) abonou as faltas em ficha funcional dos servidores
públicos que fizeram greve em 2014 a 2016.

À época, o abono retirava o reflexo na ficha funcional dos
servidores, embora não repusesse perdas econômicas. Agora, a prefeitura quer encerrar o debate. Como não houve acordo, o sindicato deve recorrer na Justiça. 

“O Sismuc pede para que, mesmo com o abono das faltas,
pudéssemos fazer um acordo de ressarcimento do desconto das faltas e que íamos repor mediante ressarcimento. E a prefeitura, por sua vez, não
aceitou o acordo”, explica Soraya Cristina, coordenadora do Sismuc.

Motivos

Os motivos colocados à época elencam a sobrecarga por falta de novos concursos públicos, a ameaça de banco de horas, possibilidade de arrocho salarial na estratégia de saúde da família, o não enquadramento de auxiliares em técnicos de enfermagem, e falta de condições mínimas de trabalho.

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