Sismuc protesta contra congelamentos de salários e aumentos de impostos

O Sismuc deu boas-vindas ao segundo ano da gestão Rafael Greca(PMN) nesta
segunda-feira(5) devolvendo o deboche ao prefeito. Na reabertura
da Câmara Municipal de Curitiba(CMC), onde o prefeito compareceu para fazer
discurso aos vereadores, o sindicato protestou de forma irreverente.
Acompanhado de um carro de som, o Bloco de Carnaval do Sismuc “Sereias Barbudas
e a Nau de Greca” ressignificou o pejorativo termo “sereias barbudas” para denunciar
o autoritarismo do prefeito demostrado publicamente quando desvaloriza e desqualifica
os servidorea públicos ao ponto de ofendê-los com xingamentos de baixo calão. 

O congelamento de salários, de planos de carreiras, a redução
de insumos e equipamentos, inclusive em vários setores do município de Curitiba,
como na saúde pública, por exemplo, são alguns dos descompromissos do prefeito
Rafael Greca com os seus eleitores curitibanos, denuncia a vereadora professora
Josete ao demonstrar apoio à mobilização das servidoras e servidores.

“A resposta dos servidores no primeiro dia de trabalho vêm
em consequência da atitude do prefeito,  que é arrogante autoritário e que prefere garantir a manutenção dele com contratos milionários com determinados
setores do empresariado, um exemplo é o transporte coletivo,
do que efetivamente fazer uma avaliação de como buscar ampliar as receitas do município – revendo
contratos – ao invés de retirar direitos e
acabar com a previdência pública dos servidores, do Instituto de Previdência dos Servidores do
Município de Curitiba(IPMC) e com o atendimento à saúde”, protesta Josete.

A falta diálogo com os servidores e a população, a
desvalorização e desqualificação dos profissionais e a retirada de direitos
foram enfatizadas pela coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues. Segundo ela, o escárnio, o desrespeito, as palavras de
baixo calão não servem para construir uma estável relação com servidores e nem
com a sociedade de Curitiba. “Neste último ano da gestão, os servidores
conviveram com um prefeito autoritário e que desqualifica os servidores. Mas temos
um recado para Greca e Pier Pretruzielo – líder do governo na Câmara: vai ter troco
na eleição”, observa.

Nesta segunda-feira, o Sismuc, por meio do seu bloco de
carnaval “Sereias barbudas e a Nau de Greca”, levou ao Palácio Rio Branco a marchinha
de carnaval com paródia da música de Anitta, “Vai Malandra”. Os versos criticam
ao aumento de impostos e a piora dos serviços: “Vai Grequinha//Ê, tá louco, cê
aumentando o IPTU//Tá achando que governa sem saúde, educação// Quem te aguenta//Cê
irritar sempre a população”.

Prefeito que representa a si mesmo

Sindicatos e população reclamam do aumento de impostos, do
congelamento de salários e da piora dos serviços públicos. Para o prefeito,
porém, as manifestações são pequenas e a “cidade não pode se servir da dor do
povo para alimentar vampiros”.

O primeiro protesto ocorreu na sexta-feira (2). Moradores da
Vila Barigui, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) realizam
protesto em frente à UPA CIC, fechada para reforma desde novembro de 2016. Eles
exigem reabertura da unidade, porém criticam projeto do prefeito Rafael Greca
de retomada sob a forma jurídica terceirizada, de Organização Social.

O prefeito minimizou as queixas em discurso aos vereadores.
Para ele, a insatisfação é apenas da oposição e dos sindicatos. “Calem-se as
vozes que dizem que eu não quero abrir a UPA da CIC. Tentaram gritar contra mim
na última semana e não reuniram 30 pessoas. Trio elétrico para 30 pessoas é
fiasco da oposição. A UPA vai ser aberta por um modelo novo, terceirizado. Vou
ousar, experimentar”, discursou.

Por outro lado, a insatisfação também atingiu outras camadas
da sociedade. O prefeito Rafael Greca foi vaiado pelo público presente no
Teatro Guaíra no domingo (4), durante a 35ª Oficina de Música de Curitiba. As
vaias ocorreram quando o músico Toquinho anunciou a presença do prefeito.

Os servidores municipais ficaram sem reajuste em 2017. O
prefeito alterou a data base de 31 de março para 31 de outubro. No entanto,
congelou salários no fim do ano. Medida que pode se repetir em 2018.

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