FAS acaba com Condomínio Social e mexe na organização das equipes

A
Prefeitura de Curitiba, na gestão de Rafael Greca, está acabando
com uma iniciativa pioneira conhecida como Condomínio Social. Ela
está transferindo os moradores para outras unidades de acolhimento
conhecidas como UAI (Unidade de Atendimento Integral) ou para
repúblicas. O argumento da gestão é que o Condomínio localizado
na Regional Santa Felicidade não estava realizando a política para
o qual foi criada. Por outro lado, a gestão da FAS está utilizando
o prédio que está sendo desocupado para abrigar uma UAI. Essa
mudança tem gerado polêmica entre os servidores e também com os
usuários do programa. Para eles, além de serem impostas as
mudanças, a cidade retrocede na política de reinserção social.

Para
os trabalhadores, essa mudança faz com que se mude a relação do
educador social com o cidadão em situação de vulnerabilidade. O
risco é de que o educador não consiga acompanhar o desenvolvimento
e a reinserção na sociedade. A Prefeitura de Curitiba quer que a
equipe que atende atualmente 70 pessoas agora também sejam
responsáveis por mais 26 pessoas remanescentes do Condomínio
Social, totalizando 96 cidadãos. Atualmente, a capacidade do
equipamento é de até 100 pessoas atendidas.

Nossa
crítica é que a gestão da FAS está sobrecarregando os
profissionais na medida em que não contrata mais pessoas para
atender a demanda que cresceu 37%”. A gestão está aumentando a
demanda para uma equipe que vem das UAIs enquanto que a equipe do
condomínio social será transferida para uma nova casa de passagem”,
informa Maria Cristina Lobo, da coordenação do Sismuc.

A
mudança foi imposta aos trabalhadores no mês de novembro. As
transferências dos educadores sociais que trabalhavam no Condomínio
Social mexem também com a organização pessoal. Alguns que
trabalhavam no período diurno agora foram transferidos para o
período noturno. “Essa mudança tinha que ser construída com os
servidores. Há toda uma mudança na abordagem e na qualidade do
atendimento que são feitas as pessoas”, esclarece Sandra Ester, da
coordenação do Sismuc.

Condomínio
Social e UAI

O
Condomínio Social foi criando em 2014 com 37 moradores,
sendo
um projeto pioneiro em todo o Brasil. Ele tinha como objetivo ser a
última etapa no acolhimento e na trajetória de recuperação da
pessoa em situação de rua. À época, a ministra do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, Tereza Campello, comemorou a iniciativa que
é encerrada na gestão de Greca. “O projeto do Condomínio Social
dá oportunidade para que a pessoa em situação de rua busque mais,
uma vida melhor. Que seja um exemplo e um estímulo para todo o
país”, disse a ministra.

A
ideia era que a pessoa encaminhada de outros equipamentos para o
Condomínio Social permanecessem no local por no máximo dois anos.
Durante este período, a equipe do Condomínio faria todo o
acompanhamento e também auxiliaria o morador a dar entrada na
documentação necessária para financiar sua moradia definitiva
através da Cohab.


a Unidade de Atendimento Integral tem outra característica.
Diferente dos albergues, em que as pessoas chegam no fim da tarde
apenas para dormir e dependem da capacidade do equipamento, nas UAIs,
as pessoas moram em definitivo no local.

Um
exemplo desse tipo de atendimento é realizado para crianças que são
afastadas do convívio dos pais por situação de risco. O modelo
também existe para adultos, para idosos e para outras situações. A
ideia desse modelo de política é fazer a reinserção das pessoas
na sociedade. Na medida em que as pessoas em situação de
vulnerabilidade conseguem emprego e outras características de
cidadania, elas poderiam ser encaminhadas para o agora extinto
Condomínio Social.

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