Greca sinaliza que não deve negociar reajuste com servidores

Sem qualquer
disposição ao diálogo com o funcionalismo público, o prefeito
Rafael Greca (PMN) opta em punir os servidores de Curitiba, que devem
ficar com seus salários congelados em 2017, como deu a entender o
secretário de finanças, Vitor Puppi, na audiência pública de
prestação de contas no dia 27/9. “Não podemos pensar em
qualquer majoração, seja reajuste, seja plano de carreira, sem
pensar em maior receita. Vamos garantir (reajuste) a partir da
certeza de uma receita. Não é possível prometer o que não pode
ser comprido”, projetou.

Para o Sismuc,
o arrocho salarial é uma opção que faz parte do pacote de maldades
do governo. “Imaginávamos que esse seria o caminho de uma
administração que sequer recebe seus servidores”, comenta Adriana
Cláudia Kalckmann. A opção do prefeito Rafael Greca em jogar nas
costas do funcionalismo a conta da crise por meio do “ajuste
fiscal” se assemelha à mesma política adotada pelo governador
Beto Richa (PSDB) e pelo presidente Michel Temer (PMDB), como lembra
Adriana. “No atual momento o funcionalismo público tem pago pelos
erros dos gestores”, acrescenta.

A coordenadora
de finanças do Sismuc destaca que o aumento de arrecadação da
prefeitura e o recente “fôlego” nas contas da gestão Greca se
deve ao adiamento do reajuste dos servidores municipais e aos saques
feitos no fundo previdência (IPMC). “Nós já estamos pagando essa
conta”, diz. Além disso, a administração tem adotado medidas
como a renúncia fiscal com perdão de dívidas de pessoas físicas e
jurídicas e tendo como prioridade o pagamento de empresas
terceirizadas.

Números

Em números gerais,
a previsão orçamentária de Curitiba está em R$ 7,3 bilhões,
sendo R$ 4,8 bilhões realizados até agora. De acordo com o
secretário, o caixa da prefeitura de Curitiba está no positivo em
R$ 440 milhões de reais após o ajuste fiscal. Por outro lado, para
2017, a cidade tinha R$ 614 milhões de despesas sem empenho. Destes,
faltam pagar R$ 248 milhões.

Na
apresentação feita pelo secretário, há queda da receita corrente
líquida, que trata da Lei de Responsabilidade Fiscal. As despesas se
reduzem de 50,6% no primeiro trimestre de 2017 para 44,43% no
projetado para janeiro de 2018. Esse dado revela que o prefeito pode
não fazer o reajuste dos servidores em outubro de 2017.

Nos cálculos
da prefeitura, das despesas correntes, estavam destinados R$ 3,65
bilhões com pessoal e encargos sociais. Até agora, com o
adiantamento do 13º salário, foram gastos R$ 2,19 bilhões. Isso
representa 60% do orçamento para o ano.

Nota de pesar José Haroldo Ludewig

É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de José Haroldo Ludewig, servidor que dedicou parte significativa de sua vida ao serviço público. José iniciou sua jornada como Auxiliar de Serviços Escolares em 2012, na Escola CEI Lina

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