Instituto de Previdência de Curitiba pauta despejo de dez famílias no Santa Quitéria

Dona Maria, curitibana, dona de casa, morreu em 2014.

Tinha 84 anos. Uma senhora que gostava de trabalhar no
quintal amplo da casa de alvenaria onde bate sol pelas manhãs. Ela faleceu e
não pôde resolver um tema que a incomodava há uma década.

Dez famílias de ex-funcionários públicos vivem há décadas em
terreno do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC). Nove delas de antigos trabalhadores do serviço público municipal ou filhos de servidores
públicos.

Há ação de reintegração de posse contra as famílias que, há
anos, esperam uma resposta oficial e uma saída para o impasse. 

Este tema estava engavetado no instituto e foi
pauta da reunião do Conselho de Administração do IPMC, no dia 27 de julho.

O Sismuc participa na condição de suplente do IPMC e o titular da
vaga é o Sismmac.

O sindicato pressiona a prefeitura para comprar terreno
e garantir moradia digna às famílias. O diretor Giuliano Gomes chegou a sugerir uma
audiência pública entre famílias e instituto, mas o presidente do IPMC, José Taborda Rauen,
tergiversou na reunião.

“Eles queriam uma aprovação dos sindicatos e pediram uma
posição. Nós achamos que é um problema sério, que não pode ser tratado dessa
forma”, critica.

Desde 1959 famílias moram na região 

Maria era esposa de um funcionário público, servidor do
Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC), eles receberam do
próprio instituto o lote onde viviam. Isso desde 1959. Pagavam um aluguel baixo
ao IPMC, até que, há dez anos, o contrato foi rompido contra a vontade dos
moradores.

Dona Maria era obrigada a fazer exames de saúde específicos
no centro. Por isso, assim como ela, algumas famílias preferem ficar na região
a ser realocada para a periferia distante de Curitiba.

Por isso, a defesa do sindicato é de que a Prefeitura compre
o terreno do IPMC, para não comprometer os recursos da Previdência dos
servidores, mantendo as famílias em seu local de moradia, garantindo a posse
dos terrenos a partir do pagamento de prestações junto à Cohab.

“Há imóveis que viraram mocó, para alugar ou vender, achamos estranho que nessa primeira reunião do IPMC eles querendo que o Conselho deliberasse pelo despejo forçado, inclusive com o uso da força policial”, reclama Gomes.

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