Cerca de cem trabalhadores de diferentes organizações ocuparam pacificamente a superintendência regional vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no centro de Curitiba.
Os manifestantes são contrários à aprovação da reforma trabalhista, que deve ser votada pelo Senado Federal nesta terça-feira (11).
Antes disso, a concentração do ato iniciou no terminal Guadalupe, com caminhada até o MTE. Durante toda a atividade, a população foi alertada sobre os prejuízos da reforma trabalhista.
As organizações dos trabalhadores questionam itens da reforma trabalhista que podem aumentar a jornada de trabalho, a organização sindical e aumentar o assédio moral sobre os trabalhadores.
Servidores municipais participam da luta
O SIsmuc participou da convocatória e da realização do ato. O motivo, de acordo com Casturina Berquó, da direção do sindicato, é que a piora das condições de vida do trabalho celetista ao final também prejudica o funcionalismo público.
“Sabemos que hoje rebaixam os direitos dos trabalhadores da iniciativa privada, mas isso serve de patamar para os servidores públicos. Estamos juntos nessa luta”, avisa.
De acordo com o servidor municipal Giuliano Gomes, as medidas contidas no projeto apenas “pioram a vida do trabalhador e com isso retiram dinheiro da economia, aprofundando ainda mais a crise econômica no país”.
No mesmo momento, senadoras ocupam a mesa do Senado, em Brasília. A transmissão foi cortada, bem como a luz do local. A sessão está suspensa.
Diálogo com superintendente do MTE
Depois de ocupar o saguão do MTE, sindicatos dialogaram com o superintendente Regional do Trabalho no Paraná, Paulo Kroneis, e reivindicaram que a posição dos trabalhadores e trabalhadoras seja levada ao Ministério do Trabalho nacional.


