Organização contra pacotaço continua, apontam servidores municipais

O coletivo dos representantes sindicais se reuniu hoje (4),
no turno da manhã e tarde, para estudar a lei aprovada a partir dos quatro
projetos do plano de recuperação de Curitiba, mais conhecido pelos servidores
como “pacotaço do Greca”.

A ideia é definir ações de mobilização, uma vez que ainda
outros projetos
para serem votados na Câmara.

Neste caso, dois merecem destaque para o debate com a
população.

O projeto que acaba com a vinculação da taxa de coleta de
lixo ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e torna
autônomo o cálculo dessa cobrança. Hoje os dois valores vêm na mesma fatura. Imóveis
isentos ou imunes de IPTU também não pagavam a taxa do lixo. Outro projeto
importante atualiza a alíquota do Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis
Inter-vivos (ITBI).

Há ainda a impossibilidade de a gestão sacar recursos de R$
600 milhões do IPMC, de acordo
com liminar.

Atropelo

Os representantes sindicais criticam ainda a forma e truculência com que foi
aprovado o pacote de ajuste fiscal pelos vereadores da situação. Irritação e
descontentamento agora estão no pacote de revolta do funcionalismo.

“A crítica dos
servidores ficou mais forte. Porque havia o discurso do Greca de uma crise
grave. O pacote é aprovado e daí não se fala mais nisso, parte do décimo
terceiro salário é paga. É sinal que poderia ter havido mais debate e não tanta
urgência”, protesta Juliano Soares, coordenador do Sismuc.

Voz do Servidor

Edna Lemes, auxiliar de enfermagem na Unidade de Saúde (US)
São Pedro, esteve presente nas duas semanas de luta na frente da Câmara Municipal
e da Ópera de Arame.

Edna afirma que o pacotaço já afeta sua condição de vida. “Afeta
bastante, no salário principalmente e na progressão da minha carreira”,
lamenta.

Por sua vez, Marcelo Guimarães, agente administrativo da US Fanny, defende que o pacotaço não vai trazer melhorias imediatas na estrutura do
serviço público. Pelo contrário, será um paliativo.

“Não concordo que vai melhorar, não vejo perspectiva, falta
medicamento na unidade onde trabalho. Com os recursos do pacotaço e o IPMC, os
medicamentos podem ser repostos, mas o problema vai continuar para a frente”,
visualiza.

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