Servidores vão definir os temas da SIPAT

As condições
e os ambientes de trabalho a que estão expostos os servidores públicos
municipais de Curitiba integram o rol das preocupações do Sindicato que só vêm
aumentando e que demandam cada vez mais a pactuação de compromissos por parte
da administração municipal junto ao funcionalismo.

Na próxima
reunião mensal com a Prefeitura sobre saúde do trabalhador, o Sindicato dos
Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) vai apontar temas sugeridos pela sua
base para serem inseridos na programação da Semana Interna de Prevenção de
Acidentes de Trabalho (SIPAT), prevista para acontecer entre os dias 18 e 20 de
setembro, no Salão de Atos do Parque Barigui. A direção do Sismuc vai colher as
sugestões dos servidores nas reuniões dos coletivos por segmento e local de
trabalho que acontecerão ao longo da próxima semana (link da matéria dos
coletivos).

Mesa da
Saúde

Na tarde
desta quinta-feira (29), a necessidade de organização da SIPAT na Prefeitura de
Curitiba foi um dos assuntos discutidos na segunda reunião mensal entre o
Sindicato e a administração para tratar da saúde do trabalhador. Desde o início
da campanha salarial deste ano, um dos itens da pauta de reivindicação já dizia
respeito à saúde e ficou estabelecido que haveria uma mesa dessas sempre na
última quinta-feira do mês.

Na primeira
reunião, o Sismuc colocou em pauta o problema envolvendo assédio moral em um
Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Curitiba, o que resultou na
troca da chefia. Outra situação discutida com a Prefeitura naquela
oportunidade, também já encontra-se em andamento. “Essas mesas de negociação
tratam da realidade concreta dos ambientes e condições de trabalho na
prefeitura. Por isso, é muito importante que os servidores tragam os temas e a
gente possa fazer com que a SIPAT reflita, mas também dê respostas imediatas e
eficazes aos problemas enfrentados pelos trabalhadores”, disse a coordenadora
geral do Sismuc, Irene Rodrigues.

Outro caso na
pauta da reunião mensal de hoje envolveu a denúncia sobre os ambientes de
trabalho dos inspetores nas escolas, profissionais da educação que, dada a
itinerância da função, acabam expostos a ambientes insalubres. “Ficam
confinados em salas pequenas, sem ventilação adequada, escuras e úmidas. Não é
raro trabalharem em almoxarifados”, informou Irene.

Foi decidido
que será realizada uma vistoria em todos os ambientes destinados aos inspetores
nas escolas para avaliar e propor melhorias. “Ainda mais no inverno curitibano,
com tanta incidência de doenças respiratórias, é inaceitável esse tipo de
situação”, criticou a dirigente sindical.

O Sindicato
ainda requisitou nesta reunião sobre saúde a emissão de um laudo técnico sobre
as condições de trabalho nos ambientes dos centros de especialidades
odontológicas da cidade.

CMEIs e escolas sofrem com defasagem de profissionais

Falta de professores, CMEIs com estruturas defasadas e, agora, mais um grande problema encontrado na educação pública da cidade inteligente. A Secretaria de Educação de Curitiba tem feito o dimensionamento dos profissionais que atuam nas escolas especiais, ou seja, vem

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