Servidores ocupam prefeitura e mantêm greve

Os servidores municipais ocupam neste momento a prefeitura de
Curitiba. Estão em torno de 20 no interior do prédio e mais de cem pessoas se concentram na parte de fora. 

A exigência é de diálogo e audiência com o prefeito Rafael Greca
(PMN), depois da votação realizada na parte da manhã de hoje (26), protegida pela
truculência da polícia militar, que fez uso de grande quantidade de gás
lacrimogênio e deixou saldo de feridos (
veja
ao lado
).

Sem dar mostras de abalo, os servidores
seguem mobilizados. Aprovaram na assembleia das 14h a continuação da greve e
criticam a realização de votação em segundo turno do pacotaço. A concentração
será às 8h, na Praça 19 de dezembro, e no local será definido o trajeto do ato
já chamado como “Revoga o Pacotaço”.

“Os servidores vão continuar mobilizados independente do que
votem os vereadores. A luta permanecerá contra Rafael Greca enquanto ele
continuar com essa postura de ditador”, critica Irene Rodrigues, da coordenação
geral do Sismuc.

Sobre a ocupação do prédio da prefeitura, de acordo com a
assessoria jurídica do sindicato, não há nenhuma ação até o momento de
reintegração de posse emitida, apesar da pressão psicológica que ocorre neste
momento no interior do prédio.

Vereadores da oposição
deixam Ópera de Arame pela porta da frente

Logo depois do término da votação do pacotaço, vários
vereadores da oposição deixaram a Ópera de Arame, entre 12h30 e 13h, pela saída
da frente.

Foram recebidos pelos servidores com gritos de “me representa”.

Para o vereador Goura (PDT), a postura de Greca no início da
gestão dificulta os próximos passos do prefeito.

“A Câmara se apequenou. Adiar seria um ato de grandeza do
Greca. E agora como ele vai governar tendo 30 mil servidores contrários?”, questiona.

Já a professora Josete (PT), já havia se retirado desde a
primeira votação do pacotaço, com o argumento de que não iria votar porque os
servidores estavam apanhando do lado de fora e porque a votação é de cartas
marcadas.

“Não vou ficar aqui fazendo parte de um circo, onde as cartas
já estão marcadas”, disse.

Servidores feridos e levados pelo sindicato

Irene Rodrigues afirma também que o sindicato contabiliza até o momento três pessoas feridas com gravidade, ao menos dez servidores levados ao hospital pelo sindicato e no mínimo nove jornalistas feridos.

Isso sem contar o número de pessoas que sofreram escoriações, golpes de cassetetes, intoxicação e náuseas com o gás lacrimogêneo.



A Secretaria de Segurança Pública do Paraná, por sua vez, trabalha com o número de 10 manifestantes feridos e 14 policiais militares.

Entre os relatos do funcionalismo municipal, está uma servidora encaminhada ao hospital com um tiro de bala de borracha na perna, outra também conduzida pelo sindicato por apresentar alergia ao gás lacrimogêneo e teve ameaça de edema de glote (trancamento da garganta), entre outros casos.

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