OPINIÃO: Servidores têm buscado todos os caminhos

Os servidores de Curitiba e seus sindicatos tentaram até aqui os caminhos de negociação, mas a intransigência vem da prefeitura – com p minúsculo.

Vejam:
O pacotaço foi enviado para a câmara um dia depois da primeira mesa de negociação com o Sismuc, no final de março, sem tempo e nem espaço algum para debate.
Na campanha salarial, Greca não participou de nenhuma das mesas, sinalização política sempre importante, e os gestores disseram “não” a 162 pautas do movimento, muitas das quais referentes a assédio moral e organização do trabalho – não econômicas.
A desqualificação de “corporativismo” por parte dos servidores é absurda para quem conhece a realidade do serviço público. Esses trabalhadores já doam a sua parte para o município. Já tem o seu trabalho diário não pago o suficiente. 
O servidor público municipal não tem o salário de um alto cargo do judiciário, por exemplo. É o tiozinho que recolhe os animais mortos do parque, é a professora do cmei com problema de coluna, é a profissional de estratégia em saúde da família. 
Nas páginas do Sismuc e dos outros sindicatos municipais é possível ler as alternativas propostas pelo funcionalismo ao ajuste.

Na reunião de quinta-feira da prefeitura com os vereadores em Curitiba, a pauta da oposição foi apenas uma, como lembraram os vereadores Goura e professora Josete: não façam dessa forma! Retirem os projetos! 
MAS, o tratoraço está ligado. 
Penso que não estamos falando mesmo de dois lados intransigentes, mas de um só. Do modo como faz as coisas, a prefeitura assume o risco de a tragédia do 29 de abril se repetir como – tragédia mais uma vez. 

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Falta de professores, CMEIs com estruturas defasadas e, agora, mais um grande problema encontrado na educação pública da cidade inteligente. A Secretaria de Educação de Curitiba tem feito o dimensionamento dos profissionais que atuam nas escolas especiais, ou seja, vem

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