Negociações não debatem sequer representação e organização do trabalho

No dia 24 (quarta), ocorreu mesa de negociação específica da Secretaria
de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj), em que novamente a frustração deu o tom.
O zero a zero com a gestão começa a irritar profundamente a torcida.

Entre dez pontos de pauta, a gestão oficialmente recusou todos.

Apesar de notícia oficial da prefeitura de que se reúne com
os sindicatos a cada 2,7 dia
s, o Sismuc, por sua vez, avalia que as negociações
são marcadas apenas por respostas contrárias, sob justificativa do famoso “pacotaço
de Greca”.

Democracia e
organização do trabalho

Mesmo temas de gestão e organização do trabalho têm sido
tratados sob essa ótica. 

Questões de participação e espaços de representação
dos servidores, idem. Refazer os descritivos de função: também não há como,
argumenta a prefeitura.

O ponto número um da pauta da Smelj, entregue ainda no dia 15
de fevereiro, refere-se à necessidade de criação de comissão paritária com
direito a voto, indicada pelo Sismuc, a partir da necessidade de reelaboração das Normativas de Funcionamento
da Smelj.

Entretanto, a gestão entende que está revisando esta
normatização e que não seria necessária a indicação de representante por parte
do sindicato.

Formação específica

No item 3, a entidade sindical ainda defendeu a necessidade
de formação específica em Educação Física, solicitando que servidores da SME
sem essa capacitação regressem à secretaria de origem.

Mais uma vez, adivinhem a resposta?

Não. O documento de resposta da gestão finaliza com a
assinatura de Carlos Cesar Calderón, secretário Municipal de Recursos Humanos,
na condição de interino.

“Mesmo o remanejamento, a exemplo da educação, que eles dizem
que não tem custo, poderia ser feito. A questão é que não querem discutir nada. A gestão não pode rechaçar até mesmo as pautas não econômicas dos servidores”,
diz Demerval Silva, coordenador do Sismuc (na foto).

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