Prefeitura quer que servidores paguem as dívidas com empresas

A
Prefeitura de Curitiba enfim fez a apresentação do que, segundo ela, aborda as
finanças do município. Os mesmos números foram apresentados ontem, aos 100 dias
da gestão de Greca, à imprensa. Na apresentação se repete o discurso de aumento
com despesa com pessoal referente à Lei de Responsabilidade Fiscal, a queda de
investimentos e arrecadação.

De acordo
com os dados da gestão, a queda das transações imobiliárias (ITBI) e comerciais
(ISS) são os principais fatos para a redução de arrecadação. A diminuição do Imposto
Sobre Serviços na comparação do primeiro trimestre de 2016 para 2017 foi de R$
263 milhões para R$247 milhões. Um saldo negativo de R$ 13 milhões.

Embora em
2016 a LOA e a LDO tenham sido aprovado pelos vereadores, agora o governo diz
que não foi deixado recursos para honrar planos de carreira. “Não tem
recurso para o Plano de carreira”, explicou Caio Cesar Zerbato, atualmente
na Secretaria de Finanças.

O
argumento foi questionado pelo sindicato. “Como as pessoas que elaboraram
o orçamento no ano passado e hoje estão na gestão dizem que não foi deixado
recursos? Isso é muito estranho. A gestão anterior do RH é vocês que estão hoje
na mesa”, questionou o advogado do Sismuc, Ludimar Rafanhim.

Para Caio
Cesar Zerbato, que esteve nos últimos quatro anos do governo Fruet, “a
equipe passa por uma diretriz. Ocorre que o crescimento não pode ser
acompanhado pela equipe. Nós temos uma despesa de 600 milhões que não tínhamos
registrado. Isso só foi visto após 45 dias de levantamento”, argumenta. Ou
seja, por algum motivo, na gestão Fruet essas dívidas estavam escondidas. Ele
ainda disse que tudo está sendo pago em atraso, menos os salários dos
servidores. Nesse sentido, há a possibilidade de suspensão ou o pagamento não
integral do salário do servidor. O valor de R$ 600 milhões é exatamente o
montante que Greca quer sacar do IPMC. No projeto enviado à Câmara Municipal, o
prefeito alega que esses depósitos foram feitos a mais.

Por outro
lado, o Sismuc rebateu a crise financeira da Prefeitura. O sindicato argumenta
que não são números novos. “Mas porque esse grupo competente não tirou as
notas das gavetas no passado?”, critica a coordenadora do sindicato,
Cathia Almeida. A entidade lembrou que os problemas financeiros não são novos. “Em
2015, o Sismuc já apontava que havia uma dívida de R$ 1 bilhão. Depois disso, o
que foi feito? Porque essa conta agora está sendo cobrada do servidor
público?”, critica a coordenadora Adriana Claudia Klackmann.

A
gestão explicou que está sendo feito a cobrança das dívidas, mas que muitas
caducaram ou não tem mais dinheiro que possa ser recebido. Para reverter, está
sendo feito o Cadin e o domicílio eletrônico, além do protesto em cartório.

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