10 termos para compreender a luta das mulheres contra o patriarcado

A luta contra o
patriarcado é de toda a sociedade, pois é uma das piores causas da opressão à
mulher. O feminicídio – pode-se dizer – que é uma forma extremada de misoginia;
os crimes de lesbofobia tem sua origem no machismo, um dos pilares do
patriarcado. A discussão de gênero é ampla e, interseccionando com as questões
de raças, etnia, de grupos LBTGI, entre outros, contribuem para o empoderamento
e emancipação das mulheres na busca por maior representatividade na política,
na mídia na economia, e em todas as outras esferas da sociedade. Nas eleições
municipais de 2016, por exemplo, as mulheres foram subrepresentadas: 23% das
cidades brasileiras não elegeram nenhuma mulher para as Câmaras de Vereadores.
Dos 5.570 municípios, 1291 cidades não tiveram nenhuma mulher eleita e 1963
elegeram apenas uma vereadora. Essa breve introdução destaca alguns termos
pertencentes ao universo da luta das mulheres e das feministas. Veja abaixo uma
breve explicação de cada uma deles

1- Patriarcado – O patriarcado é um sistema
social baseado na ideia de que os homens controlam as mulheres. O que o
sustenta é o machismo, o qual mantém os privilégios dos homens e descaracteriza
e inviabiliza a participação e contribuição das mulheres em processos sócio
históricos, já que esse é um sistema de dominação-exploração das mulheres,
mantendo-as em uma categoria inferior e subalterna.

2 – Machismo – O machismo faz parte da
estrutura do sistema patriarcal e é um tipo de opressão sofrida pelas mulheres
em sociedades que seguem esse sistema. Ele ocorre de forma expressa e sutil, e
se sustenta na ideia da superioridade masculina, proporcionando privilégios aos
homens, que ocupa o lugar de poder na opressão de gênero. A mulher não pode ser
considerada machista, mas pode, sim, nas suas interações sociais, tornar-se uma
reprodutora do machismo.

3- Feminismo – Trata-se de movimento
social, político e filosófico que surge de forma organizada no século 19, com
as sufragistas – movimentos articulados e liderados por mulheres no fim do
século 19 e início do século 20 pela conquista do direito à cidadania política
feminina, por meio do direito das mulheres poderem votar e serem votada. Foi no
século XX que se tornou um movimento mais estruturado, organizado e liderado
por mulheres contra a opressão de gênero mantida pelo patriarcado. Do
surgimento à atualidade, houve muitas mudanças e hoje o feminismo é entendido
na sua pluralidade. O Feminismo emancipacionista, por exemplo, compreende que a
opressão de gênero tem bases estruturais, mas se constrói culturalmente,
adquirindo, portanto, relativa independência, passando a interagir, de maneira
própria, com a opressão de classes e as demais formas de opressão da sociedade,
como a de raça, orientação sexual, entre outros. O avanço nos estudos de gênero
tem possibilitado o entendimento de vários “feminismos” ou do feminismo plural.
Na atualidade, a luta contra a opressão de gênero se insere na luta contra
todos os elos de opressão e pela conquista de uma sociedade radicalmente nova,
sem discriminação de sexo/gênero, de raça e de classe.

4 – Interseccionalidades –
As
perspectivas de análises interseccionais dentro dos estudos de gênero
possibilitaram pensar como as opressões sofridas pelas mulheres se entrecruzam
e são combinadas. Mulheres negras são duplamente oprimidas por serem mulheres e
negras. Desconsiderar essas intersecções é negar que a estrutura do racismo, do
patriarcalismo, da opressão de classe e de outros sistemas discriminatórios
criam desigualdades.

5 – Misoginia – É o ódio, aversão e o
desprezo contra as mulheres; é quando o machismo é levado ao extremo e as ações
levam à discriminação e violência contra as mulheres. A hostilidade ocorre em
determinadas situações e na maioria dos casos o comportamento de negação e
depreciação às capacidades das mulheres é preponderantemente masculino.

6 – Feminicídio – É o nome que se dá ao
assassinato de mulheres por motivos específicos de gênero. Designa a causa da
morte de mulheres que são mortas/assassinadas só por serem mulheres. A Lei do
feminicídio (13.104/15), alterando o código penal, inclui o feminicídio como
modalidade de homicídio qualificado, isto é, quando o crime for praticado
contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.

7- Lesbofobia – É entendido como
aversão e preconceito contra lésbicas e inclui várias formas de opressão
direcionada a mulheres que relaciona afetivamente com outras mulheres,
negando-as como indivíduo, casal ou como um grupo social.

8 – Gaslighting ou
gas-lighting –
Ocorre geralmente quando o parceiro – em uma relação amorosa
– faz a mulher acreditar que ela é psicologicamente instável. Gaslighting, sem
uma tradução ainda bem definida, pode ser entendido como uma forma de abuso
psicológico (ou violência emocional) e se manifesta quando o abusador omite,
distorce ou inventa informações ou dados tentando fazer a parceira/vítima se
convencer que está ‘louca’ ou ‘paranóica’. O gaslighting geralmente acontece em
um relacionamento abusivo, que é quando o parceiro faz o abuso psicológico no
intuito de controlar a mulher/namorada/esposa.

9 – Empoderamento– O
empoderamento feminino é um processo que as mulheres passam ao adquirir
ferramentas para combater a opressões sofridas. É quando as mulheres se tornam
mais fortes para questionar os papéis atribuídos a elas e passam a desconstruir
padrões (mas também preconceitos, privilégios e opressões) já estabelecidos. A
mulher se empodera, por exemplo, quando recusa estereótipos a elas atribuídos e
compreende que a luta pela igualdade de gêneros e pelo fim do machismo podem
torná-las protagonistas de suas vidas.

10 – Sororidade – É o sentimento de
irmandade e empatia entre as mulheres que estão unidas pela causa do feminismo.
Essa irmandade e união entre as mulheres, possibilita o fortalecimento da luta
contra o sistema patriarcal, o qual divide as mulheres – criando uma falsa
ideia de que elas competem entre si – para poderem controlá-las. Quando as
mulheres geram empatia entre elas, rompem o estigma da rivalidade e contribuem
para fortalecer a ação coletiva do movimento feminista.

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