Manifestação dos municipais cobra mesa de negociação ao prefeito Greca

Trabalhadores
de todo o país realizaram paralisação nacional histórica, nesta quarta-feira
(15). O foco das manifestações são as reformas da previdência e
trabalhista proposta pelo governo de Michel Temer. Em Curitiba, mais de 20 mil
trabalhadores foram às ruas para dizer que não vão morrer trabalhando e também
protestaram contra a retirada de outros direitos. O Sismuc se juntou a trabalhadores
das categorias da educação, saúde, petroleiros, motoristas e cobradores de
ônibus, bancários, trabalhadores do Correios, além de diversos movimentos
sociais populares como a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo e a
Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais. Os municipais
estiveram nas ruas para denunciar o pacote de maldades do prefeito Rafael
Greca. À imprensa, ele afirma que não vai pagar a data base dos servidores em
31 de março. O projeto sequer chegou à Câmara Municipal.

A
coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues, deu o seu recado ao prefeito
Rafael Greca, que havia dito nas redes sociais que os trabalhadores deveriam
fazer greve como na Alemanha e outros países, onde os trabalhadores trabalham
dobrado. “Nós não temos condições de trabalhar dobrado. Já estamos trabalhando
sem condições dignas, sem a mínima infraestrutura. E, por fim, nesses países as
pessoas têm uma aposentadoria digna; tem os benefícios que nós não temos”, compara.

Segundo Irene, a Prefeitura de Curitiba acaba de deliberar que não vai cumprir
a data-base dos servidores municipais em 31 de março. O Sismuc vai lutar para
que o reajuste seja cumprido, mas caso não ocorra, a categoria reflete sobre o
indicativo de greve. “Se for preciso, ficaremos nas ruas por tempo
indeterminado. O prefeito Rafael Greca precisa ouvir os servidores porque somos
nós que construímos essa cidade. Somos nós que fazemos uma luta todo dia em
nossos locais de trabalho. Por isso, prefeito, abra a mesa de negociação,
cumpra a legislação, honre a nossa data-base”, aconselha. Além do Sismuc, o
Sismmac também participou do ato que reuniu mais de 20 mil pessoas em Curitiba.

Manifestação
reúne trabalhadores

A concentração dos trabalhadores ocorreu na Praça Santos Andrade. De lá,
marcharam pelas ruas do centro de Curitiba em direção ao Centro Cívico, local
onde estão instalada as sedes da prefeitura e o Palácio das Araucárias e
Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). As ruas foram preenchidas por
representantes de sindicatos como Sismuc (servidores municipais), APP-
Sindicato e Sismmac (servidores da educação estadual e municipal), SindiSaúde
(servidores da Saúde), Sindipetro (petroleiros), Fetec e Sindicato do Bancários
de Curitiba e Região, Sindarspens (agentes penitenciários) , Sinclapol
(policiais civis), Sindicato
dos peritos, policiais rodoviários federais, agentes penitenciários e policiais
federais, Correios,
além de trabalhadores ligados à Central Única dos Trabalhadores – Paraná (CUT-PR) e
demais centrais, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e demais
organizações populares. Para se ter ideia da mobilização, as marechais
Deodoro e Floriano Peixoto ficaram totalmente ocupadas desde a Santos Andrade
até a Praça Tiradentes.

O foco da
manifestação atingia o presidente Michel Temer, que encaminhou ao Congresso
Nacional a Reforma da Previdência, como explica a coordenadora do Sismuc e
diretora da CUT-PR, Adriana Claudia Kalckmann.
“Os servidores municipais também protestam contra a reforma da previdência.
Estamos criando uma unidade na luta dos municipais, no estado e dos
trabalhadores nacionalmente. Somos contra esse projeto que nos faz trabalhar
até morrer”, expõe.

Os
professores estaduais também deram início a mais uma greve contra as maldades
do governo Beto Richa. De acordo com o secretário de imprensa da APP Sindicato,
Luis Fernando, o governador não tem honrado compromissos com a categoria.
“Aprovamos a greve por tempo indeterminado. O governo insiste em perseguir
nossa categoria. Beto Richa publicou uma resolução que gerou 10 mil
desempregados na educação. Além disso, 12 mil profissionais não conseguiram
dobrar sua jornada só porque ficaram doentes. Portanto, nós estamos na luta
contra um governo caloteiro e que não cumpre as leis”, define.

Sem
transporte

Os motoristas e cobradores aproveitaram o dia de paralisação para
iniciar greve por tempo indeterminado e os trabalhadores das empresas de ônibus
Araucária e Azul Filial e da coleta de lixo também paralisaram suas atividades.

Sindicatos são recebidos pela Prefeitura

Sismuc e Sismmac foram recebidos pela Prefeitura de Curitiba a partir das 14h00. A expectativa é de que se discuta a data-base.

Galeria de fotos da paralisação

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