Movimentos devem aumentar luta contra o golpe em 2017

Movimentos sociais, sindicais e militantes se encontraram no
Sismuc para avaliar o ano de 2016 e traçar estratégias comuns para o próximo
ano. Para o grupo, esse ano foi desastroso para o povo brasileiro. A começar
pelo golpe parlamentar que retirou a presidente Dilma Rousseff e alçou Michel
Temer ao poder. Foram enfatizadas também as lutas travadas contra a reforma do
ensino médio, que está sob análise no Congresso Nacional, e a PEC da Maldade,
que foi promulgada no último dia 15 de dezembro.

“Em um pacote só,
foram várias perdas e direitos democráticos. Observamos um crescimento à
repressão contra quem está nas ruas combatendo esse governo conservador”,
indica Casturina Berquó, coordenadora dos movimentos sociais do Sismuc.

O foco da luta 2017 é seguir denunciando o golpe parlamentar
ocorrido neste ano e buscar a manutenção dos direitos. O #foratemer é uma das
principais pautas. O grupo entendeu que a atual conjuntura expõe a fraqueza do
presidente não eleito Michel Temer. A renúncia ou a derrubada dele é
necessária. Ele é acusado de receber R$ 10 milhões em propina da Odebrecht. Em
seu governo, seis ministros já caíram, sendo que Temer tem pedido de
impeachment por “advocacia administrativa” ilegal, no caso do espigão da Bahia
que derrubou Geddel Vieira. Temer também deve ter suas contas de campanha de
2014 avaliadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por Caixa 2.

No entanto, mesmo sem Temer, há o entendimento de que os
golpistas agiram por outras vias, como a eleição indireta. A ideia é aprovar a
Reforma da Previdência que prejudica toda classe trabalhadora, impondo, por
exemplo, 49 anos de trabalho para conseguir aposentadoria integral enquanto
mantém regalias aos militares, judiciário e isenções fiscais.

“A ideia é de que as esquerdas se unam mais em 2017,
buscando ferramentas para informar e formar a população. O principal risco para
o próximo ano é a Reforma da Previdência”, avaliou Giuliano Gomes, coordenador
do Sismuc.

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