Servidores definem contraproposta de 12% de aumento salarial

A Prefeitura deveria, por Lei, no
dia 31 de março reajustar o salário dos servidores. A proposta, assim mesmo,
foi considerada insuficiente pelos trabalhadores e não atende a todos os pontos
econômicos, apresentados ainda em fevereiro para a gestão. Com isso, pontos
como aumento real, perdas históricas e novos pisos deixaram de ser discutidos.

Em assembleia geral do Sismuc,
foi repassado o caráter da pauta dos servidores, que exigem, em 2015, ganho
real de 12% sobre o salário. Já o oferecido pela Prefeitura, havia sido apenas
referente ao reajuste da inflação (7,68%).

Ao lado disso, os servidores
querem a incorporação de todas as gratificações de forma integral, sem perdas,
para não ocorrer a mesma situação que levou à greve da Saúde. “Queremos incorporações
e não gratificações”, resume Irene Rodrigues, da coordenação do Sismuc.

Pauta ampla

Entre os itens salariais, os
servidores exigem ainda auxílio-refeição e pecúnia de R$ 27 para todo o
funcionalismo, sem desconto. Uma pauta fundamental em 2015 é a do Plano de
Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), plano que já foi aprovado para Guardas e Professores
da Educação Infantil. “Os servidores exigem que, para o Plano geral, sejam
garantidos os mesmos parâmetros já aprovados para outras categorias municipais”,
afirma Irene.

Há outros itens importantes na
pauta dos servidores: implantação do remanejamento (no interior de uma mesma
área) e mudança da área de atuação (de uma secretaria para a outra).

As terceirizações, por sua vez,
são vistas pela assembleia dos servidores como fonte de desvio de dinheiro e
tentativa de explorar os trabalhadores. Por isso o ponto de pauta do Sismuc é o
fim das terceirizações.

Decreto 1385/2014

Os servidores debateram o impacto
do Decreto 1385/2014 sobre os servidores de diferentes segmentos. A exigência é
pelo cumprimento da Lei e rejeição ao decreto, pedindo a sua suspensão.

O referido decreto suprime direitos de
incorporações de servidores, conquistados em leis e decretos em anos
anteriores, como é o caso dos engenheiros, arquitetos, trabalhadores das
finanças e da Fundação de Ação Social (FAS)

Greve da Saúde

Foi dada em assembleia informe
sobre a greve dos servidores da saúde, que seguem mobilizados. A falta de
condições de trabalho e falta de profissionais foi enfatizada, assim como as
questões econômicas, cujos acordos rompidos pela Prefeitura levaram à greve.

Próximos passos

Para este ano, foi formada
comissão para mesa de negociação com integrantes de 2014, membros da
coordenação do Sismuc, ao lado de novos representantes eleitos em assembleia.

Foi deliberada pelos servidores
visita à Câmara Municipal de Vereadores antes mesmo de o projeto referente ao
reajuste entrar em pauta. “Para que os vereadores conheçam a nossa
contraproposta e já comecem a providenciar as emendas caso a Prefeitura não
avance na proposta”, enfatiza Irene Rodrigues.

Artigo de opinião – Sonhos roubados

Foto: Alessandro Dantas Texto: Adriana Cláudia Kalckmann A escala 6×1 significa menos descanso, menos tempo com a família e mais sobrecarga física e emocional para todos os trabalhadores que operam dentro desse regime. A escala 6×1, nos rouba o direito

Leia mais »