Aumento na contribuição entra em pauta no ICS

O descaso com a
pauta dos servidores é evidente em todas as negociações do Sismuc com a
Prefeitura. Muitas vezes, nem mesmo a leitura do documento com as reivindicações
da categoria é feita pelos gestores. Hoje (02) os servidores tiveram mais uma
prova disso: enrolação.

O presidente do Instituto
Curitiba de Saúde (ICS), Wilson Mokva, reafirmou
na mesa de negociação posições, intransigentes, já colocadas em outras reuniões.
Entre elas, ele afirma que não há como a
gestão assumir o compromisso de não aumentar o valor de contribuição dos
servidores. “Não há garantia disso”, ressalta.

Irene Rodrigues,
coordenadora do Sismuc, explica que o aumento da contribuição para o ICS está
em discussão internamente, mas que não há conversa oficial com a categoria. “Temos
representantes nos conselhos que sabem da possibilidade de avançar o aumento do
desconto”, explica.

O Sindicato
reforçou o pedido de paridade na participação dos servidores no Conselho de
Administração do ICS, órgão que decide a questão do aumento, por exemplo. “O instituto
é movido pela contribuição dos servidores e eles precisam ter protagonismo nas
decisões de administração. Em todas as esferas públicas as gestões têm inserido
representantes dos trabalhadores. E vamos avançar no ICS”, afirma Irene.

Movka também
negou a possibilidade de ampliação os procedimentos do plano básico de
atendimento. Acompanhado de funcionários do Instituto, o presidente apenas
explicou questões burocráticas para adequar o atendimento do ICS aos moldes
exigidos pela Agencia Nacional de Saúde (ANS).

Outra pauta do
Sismuc é a preocupação com a terceirização no ICS. O presidente do instituto reafirmou
a posição de necessidade de funcionários terceirizados. “É um erro e temos
lutado contra esse tipo de contratação que prejudica o servidor e o serviço prestado”,
afirma Irene. No país inteiro trabalhadores estão mobilizados contra essa
prática que prejudica a população com serviços precários e sem qualidade. “Estamos
nas ruas contra o PL 4330 que libera, inclusive, a terceirização das
atividades-fim no serviço público”, destaca Irene.

No pouco que
reunião caminhou, ficou agendada nova negociação no dia 10 de abril, às 09
horas. Além disso, Movka assumiu o compromisso de solicitar a alteração de um
decreto para indicação dos nomes da comissão paritária que vai discutir a
revisão da Lei 9626/99, que instituiu o Instituto de Previdência e Assistência dos
Servidores do Município de Curitiba (IPMC).

Artigo de opinião – Sonhos roubados

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