Democratização da comunicação e luta contra desregulamentação da profissão de jornalista s

20/06/2009 – 18:30

Em uma das mesas de debate da tarde de hoje (20), os delegados do Congresso Estadual da CUT discutiram a democratização dos meios de comunicação. Participaram da mesa a secretaria de comunicação da CUT Paraná Vera Lúcia Daponte, o secretário de comunicação da CUT nacional Antonio Carlos Spies e o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná Marcio Rodrigues.
O tema foi abordado sobre o aspecto da crítica aos meios de comunicação controlados pela iniciativa privada. A democratização seria uma maneira de rever as concessões governamentais de rádio e televisão, visando a garantia do mesmo direito para veículos provenientes de movimentos sociais. Rodrigues, que também é membro da comissão organizadora da Conferência Nacional de Comunicação, prevista para ocorrer em dezembro, entende que os sindicatos têm um papel fundamental neste debate. Uma das propostas a serem defendidas, segundo ele, é uma nova regulamentação sobre a exploração da rádiodifusão no Brasil. “A conferência pode ser o início dessas propostas”, diz. Outra ação importante para que a conferência ganhe em aspectos populares é a eleição do maior número de delegados para participarem do evento.
Esse assunto também foi tratado em outro evento promovido pelas CUT´s da região sul, em maio. A pré Conferência de Comunicação promoveu um amplo debate sobre o tema. Informações podem ser adquiridas clicando aqui.
Desregulamentação jornalistas
Outra questão debatida pelos delegados foi a decisão do Superior Tribunal Federal (STF), nesta semana, que retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Rodrigues defendeu medidas de solidariedade entre sindicatos de outras categorias em defesa da profissão e da comunicação de qualidade. Em sua opinião, o fim do diploma implica em um novo AI5, porém, sob controle do empresariado, e não mais do Estado, como ocorreu no governo militar, em 1968. Além disso, a medida do STF abre precedentes para que o mesmo ocorra com outras profissões.
“Para exercer a profissão é preciso o domínio da técnica e da ética, algo que se aprende nas instituições de ensino. Isso leva quatro anos”, diz Rodrigues.
Protestos estão previstos para ocorrer ao longo da próxima semana, em todo o Brasil. Em Curitiba, um ato será realizado na próxima quarta-feira. Os jornalistas defendem uma nova regulamentação que inclua a exigência do diploma para a profissão, visando, também, a defesa dos direitos especiais conquistados pela categoria ao longo dos anos.
Imprensa Sismuc

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