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  • 23/02/2021 Fundações

    Em reunião do CMAS, gestão desvaloriza servidores para justificar terceirização na FAS

    Em reunião do CMAS, gestão desvaloriza servidores para justificar terceirização na FAS
    Arte: Ctrl S
    Durante a reunião também foi decidido o envio de um ofício com junto cobrando a vacinação para os trabalhadores do SUAS

    O SISMUC participou nesta terça-feira (23) da reunião do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). A pedido dos trabalhadores uma das pautas da reunião foi a terceirização das Unidades de Acolhimento Institucional (UAIs) e a inclusão dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no plano municipal de vacinação. Pela manhã os trabalhadores fizeram um protesto contra a terceirização das UAIs na frente da sede da FAS, no Campo Comprido.

    A reivindicação defendida pelo Sindicato, para vacinar os trabalhadores do SUAS contra a Covid-19 ganhou força. Durante a reunião foi decidido que será enviado um ofício conjunto para a secretaria municipal de Saúde, assinado pelo SISMUC, CMAS e Confetam, reivindicando a vacinação para os trabalhadores da Fundação de Assistência Social (FAS).

    Os trabalhadores da assistência social estavam previstos no plano municipal de vacinação logo após os servidores da saúde, mas o plano acabou sendo alterado em fevereiro e com a mudança, os trabalhadores da FAS serão imunizados somente após a vacinação de todo o grupo de risco, o que representa um descaso com esses trabalhadores que estão na linha de frente no enfrentamento da Covid-19.

    A pandemia do novo coronavírus trouxe reflexos desastrosos que vão muito além da saúde. Os problemas sociais da classe trabalhadora aumentaram muito nesse período e o resultado se vê nos equipamentos municipais da FAS, onde a demanda tem sido crescente.

    Não à terceirização

    A terceirização das UAIs foi um dos pontos bastante debatido na reunião da CMAS. A gestão do desprefeito Rafael Greca já homologou a contratação de uma organização não governamental para assumir alguns espaços, sem diálogo com os trabalhadores e sem transparência no processo.

    Na reunião, a gestão desqualificou os servidores da FAS para justificar a terceirização das UAIs. Uma das representantes da administração chegou a afirmar que os educadores sociais que atuam nas UAIs não são qualificados e que a empresa terceirizada terá equipe qualificada para atender as crianças e adolescentes acolhidos. Uma clara desvalorização e desqualificação dos educadores sociais de carreira que prestam um serviço público!

    Conforme apuração do Sindicato, a Prefeitura realizou um chamamento público para que ONGs possam gerir as UAIs, o que caracteriza terceirização. Conselheiros dos trabalhadores têm criticado a falta de debate sobre a pauta no CMAS. O assunto só foi discutido porque os trabalhadores reivindicaram. Conforme a gestão, não entrou na pauta antes porque ainda não existe um plano de como vai acontecer. Mas então, fica a pergunta: Se não tem o plano concluído, porque já foi homologado o contrato?

    Educadores sociais que participaram da reunião destacaram a importância do vínculo com os abrigados, o que com a terceirização seria comprometido, pois há muita rotatividade de trabalhadores devido aos baixos salários e sobrecarga de serviço.

    Desvalorizar e desqualificar os educadores sociais de carreira não é justificativa para terceirização!

    Vamos resistir a mais este ataque! Na próxima segunda-feira, 1° de março, a partir das 18h, os trabalhadores da assistência social se reúnem em assembleia virtual. Em breve mais informações.

    Imprensa SISMUC
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