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  • 10/03/2021 Saúde

    Remanejamento da saúde é enganação e não resolve os problemas de atendimento

    Remanejamento da saúde é enganação e não resolve os problemas de atendimento
    Arte: CTRL S
    UPAs estão com atendimento acima da capacidade e USs não têm estrutura para atender urgências

    Mesmo com as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) atendendo acima da capacidade e sem os recursos necessários, a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak disse nesta quarta-feira (10) que Curitiba não terá hospital de campanha. A declaração aconteceu em sessão virtual da Câmara de Vereadores (CMC) onde a secretária falou sobre a alta de casos de Covid-19 registrados nas últimas semanas. Conforme Huçulak, a estrutura das UPAs é muito superior ao que teria um hospital de campanha.

    O problema é que as UPAs estão atendendo muito mais do que a capacidade comporta, sem as condições necessárias. Faltam, por exemplo, suportes para soro, saídas de oxigênio, monitores para sinais vitais e espaço para acomodar os pacientes que estão ficando em cadeiras!

    A manobra da Prefeitura de transformar as Unidades de Saúde em UPAs foi uma medida desesperada que coloca os servidores e a população em risco, sem atendimento necessário. As USs não possuem estrutura adequada para atender urgência e além da falta de treinamento para os servidores que tiveram a jornada de trabalho aumentada, foram remanejados sem diálogo, sob pressão. E o pior, sem receber o treinamento adequado pra isso! 

    Agora que o sistema já entrou em colapso, com aumento dos casos de Covid-19, o desprefeito e a secretária cancelam atendimento de rotina para população, mas não convocam aprovados em concurso público e não cobriram a falta de servidores nos locais de trabalho neste último ano.

    Com a nova medida adotada, desde esta quarta-feira as UPAs Cajuru, Boa Vista, Sítio Cercado, Campo Comprido, Pinheirinho e CIC passam a funcionar como centros de internamento para casos de covid-19, além do pronto-atendimento para casos graves. A UPA Tatuquara já estava atendendo nesse sistema.

    Foram fechadas 53 USs, com equipes remanejadas e 42 unidades de saúde passam a funcionar como pronto-atendimento para casos leves e moderados de urgência e emergência médica (que normalmente são feitos nas UPAs), 7h às 19 de segunda a sexta-feira e das 7h às 17h aos sábados. Confira abaixo como ficaram as unidades.

    As equipes da saúde estão desfalcadas, sobrecarregadas e esgotadas! Sem contratações e abertura de novas estruturas, a saúde de Curitiba fica no dilema do cobertor curto: retira atendimento de um setor para tentar amenizar os problemas no outro. Chega de enrolação. É preciso fazer lockdown para salvar vidas e montar sim hospital de campanha!.

    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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