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  • 25/01/2021 Saúde

    Vacinação dos trabalhadores da saúde começa atrasada e sem orientações

    Vacinação dos trabalhadores da saúde começa atrasada e sem orientações
    Arte: CTRL S
    Demora para imunização, concentração no Barigui e falta de esclarecimentos mostram desrespeito de Greca com servidores

    Os trabalhadores da saúde que atuam diariamente no atendimento a pacientes com coronavírus não estão tendo a vacinação em Curitiba com a agilidade que deveriam. A primeira dose da vacina na capital foi aplicada no dia 18 de janeiro, em uma enfermeira que atua na linha de frente do combate ao coronavírus, mas a ação parece não ter passado de propaganda.

    O Plano Municipal de Vacinação prevê que os trabalhadores da saúde da linha de frente estejam entre os primeiros a serem imunizados. No entanto, foi somente uma semana depois, no dia 25 de janeiro, que a Prefeitura anunciou o início da vacinação para os trabalhadores da saúde que estão na linha de frente. Diante do avanço da pandemia e da exaustão que esses trabalhadores estão vivendo, cada dia a mais de demora para receber a imunização é motivo de angústia e de incertezas.

    Além da demora, outro motivo de insatisfação da categoria é a dinâmica da vacinação concentrada no Parque Barigui, em vez de adotar a vacinação nos locais de trabalho. A necessidade de deslocamento ignora completamente a realidade de falta de trabalhadores para atender a demanda das unidades de saúde. Enquanto os trabalhadores precisam se deslocar até o pavilhão de vacinação, muitas vezes vindo de regionais distantes, o restante da equipe fica ainda mais sobrecarregada.

    Também falta diálogo e informações por parte da secretaria de saúde. Os servidores relatam que só ficam sabendo das notícias que saem na imprensa local, não há orientações específicas por parte das chefias.

    Transparência

    O SISMUC e o SISMMAC enviaram ofício à Prefeitura de Curitiba nesta segunda-feira solicitando a divulgação dos imunizados com as doses da vacina contra o coronavírus.

    A ação busca maior transparência no processo de imunização. Com doses insuficientes para garantir a aplicação em todo o grupo considerado de risco, é essencial que as ordens prioritárias para vacinação sejam seguidas criteriosamente.

    Os sindicatos também cobraram da Prefeitura uma previsão de quando será completada a imunização dos servidores da saúde.
    Infelizmente, essa postura que desvaloriza os trabalhadores da linha de frente não é novidade, já que há dez meses o SISMUC e o SISMMAC vêm denunciando o descaso da Secretaria de Saúde com quem atua diretamente no atendimento a pacientes com Covid-19. A rotina dos trabalhadores que atuam no atendimento a pacientes com coronavírus em Curitiba tem sido extenuante. Como denunciado pelo SISMUC inúmeras vezes durante a pandemia, as condições de trabalho são precárias e acabam colocando a vida desses trabalhadores em risco. EPIs inadequados, falta de equipe, estrutura precária, sobrecarga e assédio moral são algumas das situações vivenciadas por esses trabalhadores e que já foram denunciadas ao sindicato.

    Os sindicatos ressaltam a urgência na vacinação de todos os trabalhadores da saúde que atuam no atendimento à população. Com a alta propagação do vírus, não basta vacinar aqueles que estão no setor covid, porque muitas vezes os trabalhadores da saúde podem ter contato com casos assintomáticos e estão expostos ao risco diariamente.

    Além dos trabalhadores da saúde, temos outras categorias que estão na linha de frente e expostas, então precisam de vacina com urgência, como é o caso dos trabalhadores da FAS. Os trabalhadores da educação também precisam estar entre os grupos prioritários para receber a vacinação e os sindicatos em conjunto com os trabalhadores reivindicam que as aulas presenciais só sejam retomadas quando a vacina for garantida para essa categoria.

    A vacina é o único recurso com eficácia comprovada para combater a pandemia do novo coronavírus. É urgente que os governos avancem nas negociações para garantir a imunização dos trabalhadores da linha de frente e dos grupos de risco.

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