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  • 22/01/2021 Saúde

    Fala, servidor: demanda e falta de condições levam servidores da US Santa Quitéria 2 à exaustão

    Fala, servidor: demanda e falta de condições levam servidores da US Santa Quitéria 2 à exaustão
    Arte: CTRL S
    Aglomeração de pacientes e sobrecarga dos trabalhadores é reflexo do fechamento de unidades básicas durante a pandemia

    A sobrecarga de trabalho está levando servidores da saúde à exaustão e ao adoecimento. A denúncia de trabalhadores da Unidade de Saúde (US) Santa Quitéria 2 demonstra o caos vivenciado na unidade, que agora atende à demanda de três unidades, devido ao fechamento de USs no remanejamento da gestão durante a pandemia. O resultado é a falta de trabalhadores e falta de espaço para atender à alta demanda, além da aglomeração dos próprios pacientes.

    O relato dos servidores do local aponta para um cenário que leva as trabalhadoras e trabalhadores da unidade à exaustão física e psicológica e ao adoecimento. Faltam equipamentos e insumos para o atendimento aos pacientes.

    Com a alta demanda e capacidade de atendimento insuficiente, a aglomeração de pacientes é frequente. E a revolta dos usuários também, que acabam por agredir verbalmente os trabalhadores do local, os quais também são vítimas do desmonte da saúde pública e do caos vivenciado diante da pandemia.

    Uma das dificuldades da equipe é dar conta da distribuição de medicamentos aos usuários da unidade, afinal, a US não tem sequer computadores suficientes para dar baixa na entrega de medicação. Com isso, se forma a fila e a aglomeração de pacientes na entrada da unidade, porque a equipe não pode deixar todos entraram na US ao mesmo tempo seguindo os protocolos de prevenção do coronavírus. Mas, enquanto prezam pela segurança para evitar a propagação da Covid-19, os trabalhadores acabam sofrendo agressão verbal dos próprios pacientes. Não há nenhuma garantia de segurança para os trabalhadores do local.

    Para tentar reduzir o tempo de espera pelas medicações, a equipe transformou a sala de vacinas (que atualmente não estão sendo feitas na unidade) em uma farmácia satélite. No entanto, as condições são precárias: a sala tem goteiras que não foram solucionadas pela gestão municipal desde muito antes da pandemia e, agora, os trabalhadores precisam cobrir os medicamentos com sacos plásticos para não molhar.

    Infelizmente, esse não é um caso isolado. Desde o atendimento básico até urgência e emergência, toda semana chegam denúncias de situações que levam os trabalhadores ao desespero. As equipes de saúde estão há mais de dez meses atuando sob pressão tremenda. É urgente que a gestão tome medidas para preservar a segurança e a saúde desses trabalhadores da linha de frente, além de garantir o atendimento adequado à população.

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