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  • 10/12/2020 Saúde

    SISMUC questiona o fechamento das UPAs no Conselho Municipal de Saúde

    SISMUC questiona o fechamento das UPAs no Conselho Municipal de Saúde
    Arte: Ctrl S
    Além de denunciar a falta de estrutura das UPAs para atuar como hospital, o sindicato reforçou a sobrecarga e a pressão desumana sobre os trabalhadores da saúde

    Na reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS) realizada nesta quarta-feira (9), o SISMUC bateu de frente com o faz de conta da gestão e dos conselheiros que apoiam Greca incondicionalmente. Enquanto muitos dos conselheiros embarcam na onda de fingir que está tudo bem para agradar a gestão, foram os representantes dos sindicatos que usaram o espaço para questionar as medidas insuficientes que a gestão está adotando no controle da pandemia.

    O representante do SISMUC denunciou os vários problemas enfrentados com a decisão do desgoverno Greca de fechar as Unidades de Pronto Atendimento para atendimentos de urgência e emergência e transformá-las em leitos de hospital para atendimento a casos clínicos e de Covid-19.O problema é que essas unidades não têm a estrutura adequada para atender os pacientes que precisam de internamento. Em contrapartida, a população fica sem a assistência adequada no atendimento de urgência e emergência. A situação nas UPAs Boqueirão e Fazendinha é insustentável e é preciso tomar medidas urgentes para salvar o atendimento público de saúde.

    A reivindicação do sindicato e dos trabalhadores é a abertura de hospital de campanha, para não afetar o atendimento da população em geral, que necessitam de outros atendimentos de emergência além do coronavírus.

    Outro ponto destacado pelo sindicato são as péssimas condições de trabalho enfrentadas pelos trabalhadores da saúde. Só quem está na linha de frente sabe a agonia que os servidores vêm passando com essa gestão. Trabalham até a exaustão, sem valorização e nem sequer equipamentos adequados de proteção!Enquanto isso, os casos só aumentam a cada dia, afinal, a gestão está relutante em fechar as atividades não essenciais – única forma de conter o avanço do vírus e de evitar o colapso total.

    Inclusive, a falta de trabalhadores da saúde na UPA foi um questionamento feito à Secretaria de Saúde. Então, a secretária Márcia Huçulak, que já chegou a afirmar em entrevista que faltavam trabalhadores para abrir mais leitos, de repente voltou atrás e mudou seu discurso, informando que há equipe suficiente, e que, portanto, não haveria necessidade de concurso. Mas quem está na ponta sabe que essa não é a realidade.

    Os servidores ainda foram parabenizados na reunião, o que é uma verdadeira ironia. Os parabéns não passam de palavras vazias, já que aqueles que estão na linha de frente precisam lutar continuamente por condições dignas de trabalho, valorização e proteção. Isso sem falar que enquanto a situação se agrava, a gestão avança na terceirização do atendimento público de saúde, agora com a estratégia da quarteirização do serviço.

    Mas, se Greca e seus aliados avançam na precarização da saúde pública, a resposta dos trabalhadores tem que ser a luta! Participe da campanha do SISMUC em parceria com os demais sindicatos. Acompanhe as notícias nos canais oficiais do sindicato e integre essa luta. Firmes!

    BOX: Abaixo-assinado contra o colapso da saúde em Curitiba e Araucária

    Os sindicatos SISMUC e SISMMAC de Curitiba, SIFAR e SISMMAR de Araucária, lançaram um abaixo-assinado de protesto contra o colapso anunciado do sistema de saúde nas duas cidades. Você pode contribuir com essa luta assinando e divulgando esse documento.

    Imprensa Sismuc
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