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  • 04/08/2020 Saúde

    Fala, servidor: visitas domiciliares expõe ainda mais os servidores da saúde

    Fala, servidor: visitas domiciliares expõe ainda mais os servidores da saúde
    Arte: CtrlS
    Visitas domiciliares a pacientes com Covid deve ser feita por equipe especializada e com estrutura adequada
    Servidores da saúde estão sendo direcionados para fazer atendimento domiciliar a pacientes infectados com Covid-19 para realizar teste de oximetria (medir a oxigenação). Mas, como tudo que é feito pelo desgoverno Greca no enfrentamento da pandemia, a medida está sendo tomada sem a garantia das condições necessárias, o que acaba por colocar servidores e a população em risco.

    O problema do atendimento domiciliar sem a estrutura e sem as medidas de proteção adequadas, é que isso aumenta muito o risco de transmissão da doença, já que é mais difícil garantir a higiene correta dos equipamentos e dos profissionais entre um paciente e outro.

    E como fazer isso se toda a saúde de Curitiba não tem os equipamentos de proteção necessários e nem são garantidas as medidas de proteção a fim de proteger os trabalhadores?

    De uma unidade de Estratégia de Saúde da Família a denúncia que vem é de que as chefias estão assediando os servidores para que usem seu carro particular para se deslocar até os domicílios. Ou seja, a gestão não garante a estrutura mínima necessária para esse atendimento e quer sugar mais ainda o salário dos servidores. Vale lembrar que esses profissionais estão com os salários e planos de carreira congelados em meio a uma pandemia, muitas vezes sendo os únicos responsáveis pelo sustento das famílias.

    Em outra unidade de saúde, a gestão simplesmente retirou o carro disponível para entrega de medicações em domicílio. A administração ofereceu à população o serviço de entrega domiciliar de medicamentos de uso contínuo para pacientes a partir de 70 anos ou com qualquer condição crônica. Só que não garante o mínimo de condições para que os servidores realizem essas entregas. A situação é tão absurda a ponto de as chefias orientarem os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) a fazerem entregas “a pé”, carregando medicações controladas, insulinas sem refrigeração. Nem sequer as sacolas para separação da medicação são fornecidas e os próprios servidores precisam comprar.

    Outro relato grave vem de uma unidade básica – e, portanto, não preparada para o atendimento domiciliar – na qual a equipe de odontologia está sendo enviada para fazer essas visitas. Além de não ser a equipe preparada para atender pacientes em domicílio, eles relatam ainda a falta dos EPIs com proteção mais adequada (máscara N95 ou PFF2, jalecos descartáveis e luvas).

    Desmonte da Saúde da Família

    Esse é mais um exemplo que comprova que durante a crise sanitária ocasionada pelo coronavírus, os servidores e os usuários estão sofrendo com o desinvestimento do SUS nos últimos anos.

    O Programa de Estratégia da Saúde da Família foi uma das tantas vítimas desse desmonte da saúde pública que reduziu os investimentos em saúde pública nos últimos anos, uma política que não é exclusividade da gestão municipal, nem somente do governo atual.

    Passar pela pandemia do coronavírus parece ter sido inevitável, no entanto a crise sanitária que vivemos poderia ser muito menor não tivesse sido a constante política de demonstre da saúde pública. Depois de destruir os serviços de Estratégia da Saúde da Família, agora o desgoverno Greca quer jogar essa bomba no colo dos servidores e obrigá-los a realizar um atendimento para o qual o município não tem mais estrutura.


    Imprensa SISMUC
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