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  • 17/07/2020 Saúde

    Situação precária das UPAs coloca servidores e população em risco

    Situação precária das UPAs coloca servidores e população em risco
    Arte: CTRL S
    Isolamento improvisado do setor Covid da UPA Boa Vista é resultado de uma política de precarização da saúde pública

    A precarização do sistema de saúde público orquestrada por Greca desde o início do seu mandato resulta hoje em condições muito delicadas para o enfrentamento da pandemia na linha de frente. As Unidades de Pronto Atendimento – que o desprefeito tenta a todo custo precarizar para terceirizar – estão num cenário que é desolador.

    Com a falta de estrutura organizada, equipe desfalcada e medidas que colocam ainda mais em risco os trabalhadores da enfermagem, os trabalhadores enfrentam um dia a dia de muita pressão e muito medo.

    Estrutura precária

    Na UPA Boa Vista, o que deveria ser o isolamento do setor Covid-19, está sendo feito de forma precária, com lonas. A situação é muito semelhante ao que já foi denunciado com relação à UPA Cajuru.

    Vale lembrar que recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o coronavírus pode ser transmitido pelo ar, como aerossol, o que reforça a importância do isolamento adequado entre as alas de atendimento à Covid-19.

    E não há nada que justifique esse improviso por parte da Prefeitura, já que desde o início da pandemia o SISMUC alertava que era preciso medidas de proteção para evitar o contágio pelo ar.

    O adequado seria o isolamento que garantisse controle de ventilação, para evitar que o ar do setor contaminado se espalhe pelo restante da unidade. Ainda mais considerando o tipo de ventilação das unidades que saúde, com janelas basculantes que não favorecem a troca de ar.

    A falta de isolamento adequado, aliado à falta de EPIs, faz com que muitos dos servidores de fora da ala Covid estejam sendo contaminados. É o que acontece por exemplo na UPA Fazendinha, unidade de Saúde Moradias da Ordem, que tiveram vários casos positivos de servidores que estão no atendimento geral. Isso porque os EPIs completos só estão sendo fornecidos para aqueles trabalhadores que estão no Covid, só que os demais também estão circulando por ambientes e tendo contato com pacientes potencialmente contaminados e sem a proteção adequada.

    A política do desprefeito de tirar dinheiro da saúde para investir em asfalto agora cobra seu preço, com servidores ameaçados pelos riscos de contágio e a população desassistida.

    Por isso, estamos na luta pelo lockdown, única forma de conter o avanço do vírus e salvar vidas! Seguimos firmes na luta em defesa da vida e da saúde dos trabalhadores.

    Imprensa SISMUC
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