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  • 19/03/2020 Saúde

    Sindicato reforça cobrança para que todos os servidores da saúde utilizem EPIs

    Sindicato reforça cobrança para que todos os servidores da saúde utilizem EPIs
    Arte: Ctrl S
    Veja outras determinações acordadas em reunião nesta quinta-feira (19)

    A direção do SISMUC reivindicou, mais uma vez, equipamentos de proteção individual e coletivo para todos os trabalhadores da saúde que terão contato com a população nas unidades básicas e de pronto atendimento.

    Apesar de afirmar que está organizando a distribuição de kits de higiene, como máscara, luvas e álcool gel para todas as unidades de saúde, a gestão afirmou que o Paraná ainda não está em fase de transmissão comunitária, quando há contágio de pessoas que não viajaram para o exterior e nem tiveram contato com um caso confirmado.

    Entretanto, os sindicatos defendem que o governo não tem como afirmar que não estamos nessa fase, já que pessoas com sintomas não estão sendo testadas,apenas colocadas em isolamento. Ou seja: não é mais possível saber qual foi a origem de cada infecção.

    Por isso, mesmo com a Prefeitura afirmando que ainda não estamos nesse estágio da epidemia, e a própria Secretaria Municipal de Saúde orientando as chefias para que não haja uso de máscaras, os sindicatos reforçarão a cobrança para que todos tenham acesso a máscaras e demais equipamentos de proteção.

    Trabalhadores com doenças graves

    A Prefeitura ainda não sabe quais são as comorbidades, doenças associadas a outros fatores, que terão direito a afastamento do trabalho. O SISMUC e o SISMMAC cobraram para que a administração libere o quanto antes essa listagem para que os servidores possam realizar o afastamento.

    Aqueles servidores que possuem alguma doença grave e que ainda não conseguiram atestado médico, devem procurar uma unidade de saúde e pedir para o enfermeiro ou enfermeira fazer uma declaração de sua comorbidade. Esse documento servirá como atestado e poderá ser levado até a Perícia Médica.

    Trabalhadores com 60 anos ou mais

    A administração assumiu o porquê de terem sido considerados grupos de risco apenas os servidores com 65 anos ou mais. O motivo é que há mais de 700 trabalhadores lotados em unidades de saúde entre 60 e 64 anos.

    Os sindicatos reivindicaram que esses profissionais fossem afastados imediatamente, mas, caso a Prefeitura não acate, que pelo menos sejam mantidos fora da linha de frente de atendimento aos infectados com Coronavírus. Os servidores da saúde e da assistência com doenças respiratórias também deveriam ser afastados.

    A Prefeitura esclareceu que, hoje, não é possível fazer esse afastamento, mas que orientará os servidores a não estarem em contato direto com a população infectada. Segundo a administração, as mudanças estão acontecendo de hora em hora e esse encaminhamento pode mudar a qualquer momento, conforme o desenvolvimento da epidemia em Curitiba.

    Consultas eletivas

    Segundo a SMS, os procedimentos eletivos sem urgência estão sendo canceladas por telefone. A odontologia só deverá atender apenas casos emergenciais.

    Férias e licenças

    O decreto nº 430 prevê a suspensão das férias e licenças-prêmio sem vencimento marcadas pelos trabalhadores da saúde e da Guarda Municipal. Já os benefícios concedidos de forma automática pelo município serão mantidos.

    Preparação para momentos de pico e repasses do governo federal

    De acordo com a administração municipal, não há limitações financeiras para o combate ao Covid-19 até o momento. Segundo informações, Curitiba recebeu um repasse de R$ 2 por habitante especificamente para a epidemia, o que representa um montante de R$ 4 milhões.

    A expectativa é que o município possa ter de 20 a 200 mil casos e, conforme relatos dos demais países, 15% desse total poderá vir a desenvolver quadro de moderado a grave.

    A administração municipal não soube precisar quantos leitos Curitiba já tem preparados para receber pacientes infectados pelo Coronavírus. Entretanto, reforçou que caso a rede pública não dê conta dos internamentos, solicitará leitos à rede privada.

    “Servidores públicos são essenciais”, afirma superintendente da Secretaria de Saúde

    Como já vimos, grande parte da reunião entre sindicatos e Prefeitura na manhã desta quinta-feira (19) serviu para apresentar as reivindicações daqueles que são linha de frente do combate ao Coronavírus: os trabalhadores da saúde.

    Agora, a mesma gestão que nos últimos três anos empenhou esforços para terceirizar a área da saúde e precarizar os serviços, afirma com todas as letras o quanto os servidores da saúde são essenciais para a população.

    Não à toa, a Prefeitura tem encontrado dificuldade para contratar médicos via Processo Seletivo Simplificado. De acordo a superintendente executiva da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Beatriz Nadas, dos cerca de 50 profissionais entrevistas ontem (18), 44 recusaram a oferta.

    Como acreditamos firmemente de que, sim, os servidores municipais da saúde são fundamentais em qualquer cenário, estamos atuando para garantir que estes tenham todas as ferramentas e condições para melhor atender a população, com o mínimo de exposição necessária. Seguimos firme no combate ao Coronavírus e em defesa dos serviços públicos e do SUS!

    Imprensa sismuc e sismmac
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