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  • 19/08/2021 Saúde

    Pesquisa feita pelo sindicato comprova péssimas condições de trabalho na saúde

    Pesquisa feita pelo sindicato comprova péssimas condições de trabalho na saúde
    Arte: Ctrl S
    Alta demanda, equipes reduzidas e racionamento de EPIs foram alguns dos problemas apontados

    Diagnóstico da saúde realizado pelo SISMUC reafirma o que temos falado nos últimos anos: os servidores trabalham com uma rotina de alta demanda, com equipes reduzidas para o atendimento e falta de insumos necessários. Além disso, a falta de respeito dos usuários com os trabalhadores foi outra situação apontada.

    No último mês de junho o SISMUC lançou o diagnóstico para sistematizar os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores da saúde nos seus locais de trabalho. Com as respostas, constatamos o que sabíamos, a saúde pública de Curitiba que já sofria com o desmonte e precarização viu a situação piorar com a pandemia do novo coronavírus.

    A falta de servidores para completar as equipes de trabalho foi o principal problema apontado na pesquisa. Com equipes reduzidas, com falta de 8 a 10 pessoas nas equipes, os servidores se sentem sobrecarregados e esgotados pois é grande a procura pelos serviços, sem o necessário investimento na estrutura para atender a demanda. A contratação de trabalhadores pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS) não é suficiente para completar as equipes, devido ao caráter temporário das contratações, sem vínculo, e sem treinamento. Acaba se tornando trabalho dobrado para quem já está na rede e que precisa dar suporte para os trabalhadores temporários.

    Atuando na linha de frente do combate a pandemia, os servidores também denunciaram a péssima qualidade dos equipamentos de proteção individual (EPIs) disponibilizados pela gestão, denúncia frequente no canal Fala, servidor. Os trabalhadores ainda sofrem com o racionamento dos EPIs, que não são entregues em quantidade suficiente. E conforme relatado, não são poucos os casos dos servidores que investem recurso próprio na aquisição de EPI adequado para não comprometer sua saúde e dos familiares. A falta de medicamentos e insumos também foi apontada.

    A entrega de EPI em quantidade suficiente e com qualidade é uma obrigação da gestão que deveria garantir as condições de trabalho adequadas para os servidores.

    As respostas vieram de todas regionais da cidade, o que mostra que os problemas são generalizados. É um cenário que a gestão conhece muito bem mas não faz nada para resolver. Porque não garante EPIs com qualidade e em quantidade suficiente? Porque não valoriza os trabalhadores que estão na ponta do atendimento para a população?

    Falta de respeito

    Os trabalhadores também reclamam da falta de respeito de muitos usuários que ofendem com xingamentos por situações que não são culpa do servidor que está na ponta do atendimento, mas sim da gestão que finge que está tudo bem, com propagandas que contrastam com a realidade.

    Os chamados “reordenamentos” da rede municipal de saúde promovido pela Secretaria de Saúde (SMS) levaram ao fechamento e transferência do atendimento de unidades básicas de saúde. Com isso, servidores foram remanejados de uma hora para outra para locais sem estrutura para receber novas equipes, sem condições para o distanciamento social e sem a higienização de forma adequada para o enfrentamento da pandemia, colocando trabalhadores em risco de contaminação pela Covid-19.

    É de assustar que com tantos problemas a gestão não garanta as condições mínimas de trabalho!

    Para enfrentar este cenário de dificuldades o sindicato tem encaminhado as denúncias para o Ministério Público do Trabalho (MPT) e cobra constantemente a realização de concurso público para completar as equipes de trabalho. O serviço público é um direito da sociedade e precisa ser garantido com qualidade.

    A pesquisa Diagnóstico da Saúde segue disponível para participação dos servidores. É uma ferramenta por meio da qual os trabalhadores podem denunciar os problemas com segurança e que contribuem para o planejamento das ações do sindicato. Se você ainda não respondeu o questionário acesse aqui: https://forms.gle/kAwhoxUQDG9WYC9H7

    Imprensa Sismuc
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