Notícias

Imprimir
  • 13/01/2021 Saúde

    Fala, Servidor: Na UPA Pinheirinho faltam equipamentos para aferir sinais vitais

    Fala, Servidor: Na UPA Pinheirinho faltam equipamentos para aferir sinais vitais
    Arte: Ctrl S
    Situação da unidade é grave, além da falta de insumos a UPA tem recebido pacientes de pelo menos mais quatro regionais

    Os boletins da própria Prefeitura mostram: a situação do coronavírus em Curitiba ainda está fora de controle. E como ficam as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que têm atendido além de casos de coronavírus, outras doenças? A UPA Pinheirinho, por exemplo, não possui equipamentos para aferir sinais vitais, faltam estetoscópio, medidor de pressão, oxímetro e até mesmo termômetro, que fica apenas na recepção. Essas são denúncias dos servidores para o Fala, Servidor.

    Além disso, por culpa do projeto de “reordenamento” da Secretaria Municipal de Saúde que fechou a UPA Fazendinha e Boqueirão para atendimento geral da população, a UPA Pinheirinho está lotada! São mais de três horas na fila de espera para atendimento, em meio a uma pandemia que mata. Isso mostra que a ideia da Prefeitura de abrir leitos sem responsabilidade afim de fazer propaganda política, desconsiderando as necessidades dos servidores e dos usuários do SUS, é um fracasso.

    Um dos problemas na unidade é a entrada única para todos os pacientes, tanto para aqueles que têm suspeita de infecção por coronavírus quanto os que têm outros quadros, e nem sempre há a triagem para avaliação prévia dos pacientes. Com a alta taxa de transmissão atual na cidade, a probabilidade de se ter pacientes infectados tanto sintomáticos como não sintomáticos, é alta em todos as áreas da UPA, o que torna necessário que sejam adotados os procedimentos de proteção tanto no setor covid e quanto de atendimento geral. Só que essa não é a realidade.

    A falta de espaço para distanciamento adequado entre os pacientes, a baixa ventilação dos ambientes e o fato de os trabalhadores serem orientados a usar osEquipamentos de Proteção Respiratória (EPR), como N95 e PFF2, apenas na área covid são falhas de procedimentos encontradas na UPA e que facilitam a propagação do vírus. Vale destacar que durante a pandemia e com o agravante da taxa de contaminação atual da cidade é indispensável a utilização dos equipamentos de proteção respiratória por todos os trabalhadores da linha de frente – e não apenas daqueles que estão no setor covid. Essa inclusive é uma cobrança que vem sendo feita pelo sindicato desde o início da pandemia, afinal, no atendimento aos usuários dos serviços de saúde, não há nenhuma garantia que o paciente mesmo sem sintomas não seja um potencial transmissor.

    Também preocupa que os equipamentos de proteção respiratória fornecidos não tenham passado pelo ensaio de vedação, ou seja, um teste para garantir que o modelo fornecido se adapta ao trabalhador garantindo a vedação necessária. Esse ensaio é obrigatório segundo o manual de proteção respiratório da Fundacentro e da cartilha de proteção respiratória contra agentes biológicos, mas está sendo negligenciado pela gestão.

    Trabalho extenuante e falta de equipamentos

    Além das falhas na proteção, a sobrecarga de trabalho, que já existia antes da pandemia, só aumentou. E você já imaginou como um servidor consegue atender a população com qualidade se não tem nem equipamentos básicos como um estetoscópio e um medidor de pressão? Isso levando em conta que estamos no meio de uma pandemia e a Prefeitura de Curitiba teve quase um ano para se preparar!

    Nessa unidade, um único monitor cardíaco é revezado entre quatro pacientes ao mesmo tempo. Também só há um medidor de sinais vitais, quando deveria haver ao menos cinco. Até mesmo o álcool em gel para sanitização dos ambientes é racionado!

    Além disso, a UPA Pinheirinho precisa atender além dos casos de coronavírus da própria regional, casos que vem de outras regionais. O relato dos servidores é de que a UPA Tatuquara também não tem condições de dar conta da demanda, e por isso, os usuários dessa regional acabam procurando a UPA Pinheirinho. E ainda tem o caso da UPA CIC – terceirizada com administração do INCS – que há tempos têm mandado atendimentos mais graves para outras UPAs da cidade, e agora durante a pandemia tem sobrecarregado a UPA Pinheirinho ainda mais.

    Mesmo com a situação insalubre a Prefeitura ainda insiste em não contratar mais profissionais da saúde. Com o aumento dos atendimentos e sem aumento de servidores, é impossível que os trabalhadores que estão atualmente na unidade consigam dar conta da demanda.

    Embora o caso citado esteja acontecendo na UPA Pinheirinho, ele não é algo isolado. A UPA Sítio Cercado, até pouco tempo, não tinha equipamentos para transporte de cilindros e foi graças à denúncia dos trabalhadores que a administração finalmente adequou o espaço – mesmo que ainda existam inúmeras melhorias que precisam ser feitas. Veja mais clicando aqui.

    E é por isso, que em tempos de distanciamento social, a cobrança dos servidores que estão na linha de frente e da comunidade que necessita dos serviços públicos, têm sido essenciais para que possamos avançar na cobrança da atual gestão.

    Afinal de contas, o cargo assumido novamente em 2021 por Greca e seus comparsas, mostra que eles pretendem continuar com a mesma política de destruição dos serviços públicos dos últimos quatro anos. Uma política que coloca em risco a vida dos servidores e mata a população mais pobre.

    Imprensa SISMUC
Voltar para o Índice

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
Rua Nunes Machado, 1577 - Rebouças, Curitiba - PR. CEP: 80220-070     Fone/Fax: (41) 3322-2475 | (41) 98407-4932     E-mail: sismuc@sismuc.org.br
Atendimento de segunda a sexta-feira das 8h às 18h.

DOHMS